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    Crianças de Londres vão receber dose extra da vacina contra a poliomielite

    Autoridades do Reino Unido salientaram que a campanha de vacinação é uma medida de precaução

    Ivana Kottasováda CNN

    As crianças que vivem em Londres receberão uma dose extra da vacina contra a poliomielite após a descoberta do poliovírus em esgoto na capital britânica, anunciaram as autoridades de saúde nesta quarta-feira (10).

    O Comitê Conjunto de Vacinação e Imunização do Reino Unido disse que uma dose de reforço da vacina inativada contra a poliomielite deve ser oferecida a todas as crianças entre 1 e 9 anos de idade em todos os bairros de Londres.

    “Isso garantirá um alto nível de proteção contra a paralisia e ajudará a reduzir a propagação do vírus”, disse a Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido (UKHSA) em comunicado anunciando a medida.

    Cerca de 1 milhão de crianças dessa idade vivem na região de Londres, de acordo com os dados mais recentes do Escritório de Estatísticas Nacionais do Reino Unido.

    A UKHSA disse que um total de 116 isolados vírus foram identificados em 19 amostras de esgoto coletadas no esgoto da capital entre fevereiro e julho.

    Embora a maioria das amostras continha vírus semelhantes a vacinas, alguns mostraram “mutações suficientes para serem classificadas como poliovírus derivado de vacina”.

    A UKHSA disse que isso era mais preocupante, pois esse vírus se comporta de maneira mais semelhante à “pólio selvagem e pode, em raras ocasiões, levar a casos de paralisia em indivíduos não vacinados”.

    As autoridades salientaram que a campanha de vacinação é uma medida de precaução.

    “Nenhum caso de poliomielite foi relatado e para a maioria da população, que está totalmente vacinada, o risco é baixo”, diz Vanessa Saliba, epidemiologista consultora da UKHSA.

    As vacinas são fundamentais, pois não há cura para a poliomielite.

    A pólio é causada por um enterovírus chamado poliovírus. Era uma das doenças mais temidas do mundo até que o Dr. Jonas Salk inventou a vacina contra a poliomielite e testou sua segurança em 1954.

    Em 1988, os casos relatados de pólio em todo o mundo atingiram um pico de 350 mil, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

    Cerca de 1 em cada 4 pessoas infectadas apresenta sintomas semelhantes aos da gripe, incluindo dor de garganta, febre, cansaço, náusea, dor de cabeça e dor de estômago. Até 1 em 200 desenvolverá sintomas mais graves que incluem formigamento e dormência nas pernas, infecção do cérebro ou da medula espinhal e paralisia, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC).

    Não há cura para a poliomielite. O tratamento para tratar os sintomas pode incluir medicação para relaxar os músculos e fisioterapia para estimular os músculos. No entanto, qualquer paralisia causada pela poliomielite é permanente.

    O último caso de poliomielite no Reino Unido foi em 1984, de acordo com o comunicado da UKHSA.

    “Décadas atrás, antes de introduzirmos o programa de vacinação contra a poliomielite, cerca de 8 mil pessoas desenvolviam paralisia todos os anos”, acrescentou Saliba.

    Existem três cepas do vírus, duas das quais foram eliminadas no mundo, de acordo com a Iniciativa Global de Erradicação da Pólio, um programa da OMS. Um tipo de vírus selvagem da poliomielite ainda circula no Paquistão e no Afeganistão. A transmissão também pode ocorrer quando não são vacinadas crianças suficientes em uma área.

    No mês passado, uma pessoa do condado de Rockland, Nova York, foi diagnosticada com poliomielite, o primeiro caso identificado nos Estados Unidos em quase uma década. O jovem adulto não vacinado começou a sentir fraqueza e paralisia, disse a comissária de saúde do condado, Dra. Patricia Schnabel Ruppert, na época.

    Esta matéria foi atualizada com informações adicionais.

    Benjamin Brown, Molly Stazicker, Zahid Mahmood e Brenda Goodman, da CNN, contribuíram com a reportagem.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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