Crianças refugiadas têm suporte psicossocial de Médicos Sem Fronteiras, diz psicóloga

À CNN, Julia Bartsch, que atua com o MSF, disse que ação tem como foco as integridades física e psicológica das crianças e de seus cuidadores

Criança retirada de região de Mariupol aguarda em abrigo na província de Donetsk, no leste da Ucrânia
Criança retirada de região de Mariupol aguarda em abrigo na província de Donetsk, no leste da Ucrânia Leon Klein/Anadolu Agency via Getty Images

Amanda GarciaLetícia BritoLetícia Vidicada CNN

em São Paulo

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A psicóloga da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), Julia Bartsch, afirmou que a ONG tem atuado com o objetivo de oferecer cuidados voltados para as integridades física e psicológica das crianças afetadas pela guerra na Ucrânia. Segundo ela, o amparo se faz essencial após a saída das zonas de conflito no Leste Europeu.

“Há um cuidado de acolhimento e suporte psicossocial, para que se sintam acolhidas e protegidas, que é o que mais precisam após fugirem”, disse Julia em entrevista à CNN, no CNN no Plural.

Segundo ela, uma das preocupações imediatas é com a segurança e a vida de crianças, pais e pessoas próximas que se viram obrigados a deixar suas casas.

“Houve uma ruptura da vida cotidiana delas, que era normal, e de repente não é mais, vão ficar desestruturadas, por isso temos que cuidar dos adultos responsáveis por elas também”, disse.

A psicóloga destacou os desafios encontrados pelos refugiados após a fuga da região dos conflitos. “Quando as crianças saem de seus países, precisam assimilar uma nova cultura, uma nova língua e como podem estar integradas em outro lugar”.

Segundo Julia, a ideia de pertencimento pode ser cultivada aos poucos. Para que isso aconteça, ela vê como essencial a “sensibilização da comunidade de acolhimento”: “Escola, professores, comunidade, todos precisam ser preparados, para que a criança se sinta bem naquele lugar”.

Mais de três milhões de pessoas fugiram da Ucrânia desde o início da invasão russa em 24 de fevereiro, informou a Organização Internacional para as Migrações (OIM) na terça-feira (15). A organização, uma agência parte das Nações Unidas, disse que 157.000 dos que deixaram o país eram estrangeiros.

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