Cruz Vermelha Internacional pausa ações na Cidade de Gaza temporariamente

Comitê afirmou que continuará a trabalhar no sul do território palestino

Miranda Murray e Madeline Chambers, da Reuters
Hospital de Campanha da Cruz Vermelha em Rafah, na Faixa de Gaza
Hospital de Campanha da Cruz Vermelha em Rafah, na Faixa de Gaza  • Divulgação Cruz Vermelha
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O CICV (Comitê Internacional da Cruz Vermelha) informou nesta quarta-feira (1º) que foi forçado a suspender temporariamente as operações na Cidade de Gaza e realocar funcionários devido à escalada das hostilidades.

“O CICV continuará se esforçando para prestar apoio aos civis na Cidade de Gaza, sempre que as circunstâncias permitirem, a partir de nossos escritórios em Deir al-Balah e Rafah, que permanecem totalmente operacionais”, afirmou em um comunicado.

As forças israelenses avançam no local, colocando em risco as vidas de palestinos que continuam na cidade. Israel prossegue a campanha militar na Cidade de Gaza, apesar dos repetidos apelos para recuar, instando a população a se deslocar para o sul.

Milhares de pessoas deixaram a cidade no norte do território, mas muitas outras hesitaram devido aos riscos à segurança e à fome generalizada.

Entenda o plano dos EUA para Gaza

A Casa Branca divulgou na segunda-feira (29) os principais pontos do plano apresentado pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para acabar com a guerra na Faixa de Gaza.

A proposta do governo americano prevê um governo internacional temporário, que seria chamado de “Conselho da Paz”, chefiado e presidido por Trump, com outros membros e chefes de Estado a serem anunciados, incluindo o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair.

O controle de Gaza seria posteriormente cedido à Autoridade Palestina.

plano apresentado por Trump prevê um cessar-fogo permanente e a libertação de todos os reféns que continuam nas mãos do Hamas, vivos ou mortos.

Em troca, Israel libertará presos palestinos e devolverá restos mortais de pessoas de Gaza.

O acordo sugere ainda que Gaza não será anexada por Israel e que o Hamas não terá participação no governo do território. Integrantes do grupo palestino que se renderem seriam anistiados.

proposta também inclui a retirada gradual das forças israelenses de Gaza e a desmilitarização do território.