Cuba publica projeto que abre portas para casamento homoafetivo

Ativistas ainda temem que a comissão encarregada da mudança possa ceder à pressão de grupos religiosos

Participante de marcha contra a homofobia segura bandeira do arco-íris em Havana, em 2017
Participante de marcha contra a homofobia segura bandeira do arco-íris em Havana, em 2017 REUTERS

Sarah Marshda Reuters

em Havana, Cuba

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Cuba publicou nessa quarta-feira (15) projeto há muito aguardado de um novo código de família que abrirá as portas para o casamento gay, se aprovado.

Ativistas dos direitos LGBT+ celebraram de forma comedida, pois permanecem cautelosos sobre a real implementação.

O novo código define o casamento como “união voluntária de duas pessoas” sem especificar o gênero, em oposição à definição atual de “união de um homem e uma mulher”.

O projeto ainda precisa ir a um debate, e então receberá emendas para levar em consideração as opiniões dos cidadãos antes de seguir para um referendo.

Ativistas temem que a comissão encarregada da medida possa ceder à pressão de grupos religiosos e daqueles que preferem a cultura do machismo tradicional.

Eles dizem que o governo não deveria ter estipulado um referendo sobre o que são direitos humanos fundamentais. O governo diz que quer construir, em vez de forçar a aceitação da mudança.

“O projeto do código de família é tudo o que se poderia esperar”, disse Maykel González Vivero, diretor da Tremenda Nota, uma revista digital que se concentra em mulheres, comunidade lésbica, gay, bissexual e transgênero (LGBT) e na comunidade negra.

“Demorou muito e não houve transparência em seu interminável processo de quase 15 anos. Mas está aí”, acrescentou.

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