Decisão da ONU pode impedir diálogo entre Rússia e Ucrânia, diz especialista

Coordenadora de Relações Internacionais da FAAP, Fernanda Magnotta, falou à CNN sobre a decisão da ONU em suspender a Rússia do Conselho de Direito Humanos

Anna Gabriela Costa, da CNN, em São Paulo
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Em entrevista à CNN, nesta quinta-feira (7), a coordenadora de Relações Internacionais da FAAP, Fernanda Magnotta, comentou sobre a decisão da ONU em suspender a Rússia do Conselho de Direito Humanos da entidade. Para a especialista, não se pode ignorar os "efeitos colaterais" que a medida pode trazer.

"A medida que a Rússia vai ficando mais e mais isolada, vai perdendo espaço de diálogo dentro das organizações, a tendência é que a proporia negociação encontre algumas barreiras pra avançar. As negociações estão muito atravancadas e esses novos movimentos talvez cerceiem um pouco mais a disposição dos russos em dialogar com os ucranianos", disse Fernanda.

Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) determinou, nesta quinta-feira (7), que a Rússia deve ser suspensa do Conselho de Direitos Humanos.

"É possível que o efeito simbólico surta uma espécie de orientação pedagógica, mas, ao mesmo tempo, não se pode desprezar os efeitos colaterais que também podem ser causados com essa decisão", acrescentou a entrevistada sobre a decisão da ONU.

O Brasil se absteve da decisão na ONU. Foram 93 votos para sim, 24 para não e 58 abstenções.

Ronaldo Costa Filho, embaixador do Brasil na ONU, falou em reunião que o “Brasil está comprometido em encontrar formas de cessar as hostilidades imediatamente, promover um diálogo real em busca de uma solução sustentável e pacífica, garantindo respeito aos direitos humanos e ao direito humanitário”.