Delegação ucraniana se reúne com autoridades dos EUA neste domingo (30)

O enviado dos EUA, Steve Witkoff, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e o genro de Donald Trump, Jared Kushner, devem participar da reunião

Jennifer Hansler e Ale Jaramillo, da CNN
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Uma delegação ucraniana se reunirá com representantes do governo dos Estados Unidos em Miami, na Flórida, neste domingo (30), disse um funcionário da Casa Branca à CNN.

O enviado dos EUA, Steve Witkoff, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e o genro de Donald Trump, Jared Kushner, participarão da reunião, disse um alto funcionário do governo dos EUA no sábado (29).

A delegação ucraniana viajou para os Estados Unidos para negociações sobre o plano de paz apresentado por Trump, informou no sábado a presidência ucraniana.

No início desta semana, Trump disse que o secretário do Exército, Dan Driscoll, se reunirá com os ucranianos. Depois disso, o presidente dos EUA espera se reunir com Putin e com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky – mas só quando o acordo estiver nas fases finais. A Ucrânia diz que Driscoll deve ir a Kiev “ainda esta semana”.

Trump recuou e não impôs um prazo para que a Rússia e a Ucrânia cheguem a um acordo de paz. “Eu gostaria de ver isso acabar, e não saberemos por enquanto, mas bem, estamos fazendo progressos”, disse Trump a bordo do Air Force One, a caminho da Flórida: “Você sabe qual é o prazo para mim? Quando acabar".

Entenda a guerra na Ucrânia

A Rússia iniciou a invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022 e detém atualmente cerca de um quinto do território do país vizinho.

Ainda em 2022, o presidente russo, Vladimir Putin, decretou a anexação de quatro regiões ucranianas: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia.

Os russos avançam lentamente pelo leste e Moscou não dá sinais de abandonar seus principais objetivos de guerra. Enquanto isso, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, pressiona por um acordo de paz.

A Ucrânia tem realizado ataques cada vez mais ousados dentro da Rússia e diz que as operações visam destruir infraestrutura essencial do Exército russo.

O governo de Putin, por sua vez, intensificou os ataques aéreos, incluindo ofensivas com drones.

Os dois lados negam ter como alvo civis, mas milhares morreram no conflito, a grande maioria deles ucranianos.

Acredita-se também que milhares de soldados morreram na linha de frente, mas nenhum dos lados divulga números de baixas militares.

Os Estados Unidos afirmam que 1,2 milhão de pessoas ficaram feridas ou mortas na guerra.