Devemos nos unir com presença militar e sanções, diz secretário-geral da Otan à CNN
Secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, falou em reação em "unidade" contra a Rússia em entrevista exclusiva à âncora da CNN Christiane Amanpour
Em entrevista exclusiva à âncora da CNN Christiane Amanpour, nesta quinta-feira (24), o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, falou em reação em "unidade" contra a Rússia, referindo-se às potências mundiais. A Rússia lançou uma invasão total da Ucrânia na manhã desta quinta-feira (24), iniciando uma guerra na região.
O chefe da Otan comentou sobre sua reunião com líderes do G7 nesta quinta-feira, onde foram discutidas as aplicações de sanções e o reforço de presença militar na região da Ucrânia.
"É extremamente importante, que todos os países que creem na liberdade e soberania, que nós defendamos esses países em unidade. Amanhã teremos um Sumit da Otan, é uma questão de coordenar a resposta e nos unirmos, tanto na presença militar, que é importante nessa região, mas também implementar sanções e todo um custo da Rússia por esses ataques", disse.
Jens Stoltenberg afirmou que a organização tentou desde outubro de 2021 dissuadir o presidente russo, Vladimir Putin, de atacar a vizinha Ucrânia.
"Temos visto a mensagem que eles estão enviando de que querer mudar o curso da história da Ucrânia. Tudo leva a crer que estão tentando mudar o governo democraticamente eleito da Ucrânia".
À âncora da CNN Christiane Amanpour, o secretário reforçou o apoio à Ucrânia e a todos os territórios da Otan.
"A Ucrânia é um parceiro de grande valor, que temos apoiado há muitos anos. No que diz respeito aos aliados da Ucrânia, oferecemos garantia de segurança totais, qualquer ação vai dar uma resposta de origem de todos os aliados, vamos assegurar a independência de todo o território dos países da Otan", afirmou Stoltenberg .
"Vemos uma violação brutal das leis internacionais e violação brutal da integridade territorial e soberania da Ucrânia", acrescentou.
Entenda o conflito
Após meses de escalada militar e intemperança na fronteira com a Ucrânia, a Rússia atacou o país do Leste Europeu. No amanhecer desta quinta-feira (24), as forças russas começaram a bombardear diversas regiões do país - acompanhe a repercussão ao vivo na CNN.
Horas mais cedo, o presidente russo, Vladimir Putin, autorizou uma "operação militar especial" na região de Donbas (ao Leste da Ucrânia, onde estão as regiões separatistas de Luhansk e Donetsk, as quais ele reconheceu independência).
O que se viu nas horas a seguir, porém, foi um ataque a quase todo o território ucraniano, com explosões em várias cidades, incluindo a capital Kiev. De acordo com autoridades ucranianas, dezenas de mortes foram confirmadas nos exércitos dos dois países.
Em seu pronunciamento antes do ataque, Putin justificou a ação ao afirmar que a Rússia não poderia “tolerar ameaças da Ucrânia”. Putin recomendou aos soldados ucranianos que “larguem suas armas e voltem para casa”.
O líder russo afirmou ainda que não aceitará nenhum tipo de interferência estrangeira.Esse ataque ao ex-vizinho soviético ameaça desestabilizar a Europa e envolver os Estados Unidos.

A Rússia vem reforçando seu controle militar em torno da Ucrânia desde o ano passado, acumulando dezenas de milhares de tropas, equipamentos e artilharia nas portas do país.
Nas últimas semanas, os esforços diplomáticos para acalmar as tensões não tiveram êxito.A escalada no conflito de anos entre a Rússia e a Ucrânia desencadeou a maior crise de segurança no continente desde a Guerra Fria, levantando o espectro de um confronto perigoso entre as potências ocidentais e Moscou.
(Com informações de Sarah Marsh e Madeline Chambers, da Reuters, e de Eliza Mackintosh, da CNN)


