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    Dia sagrado para judeus causa temor de novos ataques, diz brasileiro que vive em Israel

    À CNN Rádio, Ilan Ejzykowicz contou que esta sexta-feira (13), que inicia o Shabat, começou “relativamente tranquila”

    Ataque em Ashkelon, sul de Israel
    Ataque em Ashkelon, sul de Israel 10/10/2023 REUTERS/Amir Cohen

    da CNN

    A religião judaica dedica o sétimo dia da semana ao descanso e a orações, no chamado shabat, que tem início no entardecer de sexta-feira até a noite de sábado.

    À CNN Rádio, o brasileiro Ilan Ejzykowicz, que vive em Holon, em Israel, há seis anos, destacou que este dia sagrado causa temor neste momento: “Ficamos tensos se vão nos atacar.”

    As famílias costumam não utilizar tecnologias durante o Shabat e mais ortodoxos deixam até de dirigir.

    “Pensamos como que as famílias vão levar essa dinâmica, já que ficamos tensos tendo que correr para bunkers a todo momento”, disse.

    Segundo Ilan, até o momento, a sexta-feira está “relativamente tranquila”, com poucos ataques das forças do grupo radical islâmico Hamas.

    O brasileiro afirmou que as pessoas próximas a ele “se compadecem” com a situação dos civis na Faixa de Gaza.

    “Israel de maneira coerente sempre que foi atacado atacou de volta, levando civis israelenses sequestrados para dentro de Gaza era óbvio o que aconteceria”, defendeu.

    Ele opinou que o “Hamas sabia que colocaria civis em perigo” e “é triste ver que o grupo se preocupa tão pouco com seus civis.”

    Ilan contou que tem “sentimentos conflitantes” sobre a possibilidade de voltar ao Brasil.

    Veja mais: Mais de 20 brasileiros esperam resgate em Gaza

    Ele se inscreveu em um dos voos de repatriação, mas disse que “não necessariamente vai pegá-lo.”

    Ao mesmo tempo que tem uma vida em Israel, o brasileiro disse que a memória do Holocausto na Europa permanece viva: “Existe o sentimento de que os judeus poderiam ter fugido antes, assim como a minha família, que teve diversas pessoas executadas em campos de concentração.”

    Dessa forma, ele diz ponderar “se não estamos saindo [do país] na hora certa”.

    *Com produção de Isabel Campos