Doze descobertas incríveis da arte e design em 2021

De quadros escondidos em paredes a cidades enterradas: veja alguns achados intrigantes deste ano

Cidade datada de 3.000 anos, no Egito, provavelmente do período do Reino de Amenófis III
Cidade datada de 3.000 anos, no Egito, provavelmente do período do Reino de Amenófis III Reprodução/Dr. Zahi Hawass no Facebook

Jacqui Palumboda CNN

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Depois de um ano difícil, certamente seria bom encontrar um estoque de moedas de ouro que valem mais de US$300.000 nas paredes de uma casa ou um prato raro de US$1,7 milhão escondido em uma gaveta.

Muitas vezes, somos atraídos para achados raros em lugares inesperados, bem como escavações arqueológicas históricas que lançam luz sobre o passado da humanidade. Este ano não houve nenhum monólito misterioso no deserto para nos manter vidrados, mas houve alguns achados incríveis, tão pequenos quanto uma trilha de insetos em uma obra de arte famosa e tão grandes quanto uma cidade inteira.

Abaixo estão 12 das mais empolgantes descobertas de arte e design de 2021.

O anel (para evitar a ressaca)

Um anel de ouro e ametista púrpura que pode ter sido usado para prevenir ressacas foi encontrado em um local onde (é claro) uma das maiores vinícolas antigas conhecidas ficava, anunciou a Autoridade de Antiguidades de Israel em novembro. A joia estava localizada na cidade israelense de Yavne, bem perto dos restos de um depósito com vasos de vinho conhecidos como ânforas. O dono do anel era, provavelmente, um bizantino rico que viveu entre os séculos 3 e 7 (e provavelmente ficaria surpreso ao saber que ainda estamos procurando uma boa cura para a ressaca, 1.500 anos depois).

Elie Haddad, codiretor da escavação que encontrou o anel, disse em um comunicado que o item pode ter “pertencido ao dono do magnífico armazém (vinícola), a um capataz” ou a um “visitante azarado, que deixou cair e perdeu seu precioso anel”.

Uma “surpresa Rembrandt”

Quando uma obra de arte caiu da parede de uma casa de campo romana, em 2016, o que começou como um pedido de restauração da peça desencadeou uma inesperada cadeia de eventos. Era uma pintura perdida do pintor Rembrandt, que antes se acreditava ter sobrevivido apenas por meio de cópias mantidas em instituições importantes.

Neste verão, a Fundação do Patrimônio Italiano confirmou que “A  Adoração dos Magos”, um óleo sobre papel montado sobre tela, é original, feito pelo prolífico mestre holandês. Rembrandt pintou a obra em 1632/1633, e ela retrata os três reis magos encontrando o menino Jesus pela primeira vez.

Uma cidade antiga é descoberta lentamente

Qual foi a maior revelação do ano? Uma cidade inteira de 3.000 anos – a maior descoberta no Egito – desenterrada sob a areia. Os arqueólogos começaram a escavar “The Rise of Aten”, que foi descoberto na margem ocidental de Luxor, no outono de 2020.

“A descoberta desta cidade perdida é a segunda descoberta arqueológica mais importante desde a tumba de Tutankhamon”, disse Betsy Bryan, professora de egiptologia da Universidade Johns Hopkins, em um comunicado.

Em abril, os arqueólogos descobriram grande parte da metade sul da cidade, encontrando casas intactas com paredes de até 3 metros de altura, uma grande padaria e um cemitério contendo um esqueleto. Os cômodos das casas estavam repletos de vasos de cerâmica, ferramentas para fiar, tecer e fazer vidro, além de joias “deixadas pelos antigos moradores como se fosse ontem”, segundo o comunicado.

Um porco verrucoso recebe o que lhe é devido

Depois de uma descoberta notável em uma caverna indonésia na ilha de Sulawesi, acredita-se que a representação de um porco verrucoso seja a imagem mais antiga de um animal que sobreviveu. Com pelo menos 45.500 anos de idade, os arqueólogos identificaram o porco na obra de arte como verrucoso devido às protuberâncias semelhantes a chifres; a cena ocre vermelha apresenta três porcos ao todo, com um deles possivelmente observando uma luta entre seus dois companheiros.

Esta descoberta, bem como outros achados recentes em cavernas na mesma região – incluindo uma cena de caça de 43.900 anos atrás retratando híbridos humano-animais – consolidaram a importância da Indonésia no início da história humana. Por muito tempo, os símbolos abstratos encontrados na Europa foram considerados as mais antigas obras de arte rupestre.

“Esta descoberta destaca a notável antiguidade da arte rupestre da Indonésia, e seu grande significado para a compreensão da história profunda da arte e papel na história inicial da humanidade”, disse Adam Brumm, professor do Centro de Pesquisa Australiano para Evolução Humana de Griffith, à CNN, anteriormente este ano.

Uma máscara dourada de uma cova de sacrifício

Em junho, uma máscara de ouro leve foi uma das cerca de 500 relíquias escavadas de um grupo de fossas sacrificais no sudoeste da China, no sítio arqueológico de Sanxingdui, localizado perto de Chengdu. Milhares de artefatos foram encontrados no local de 4,6 milhas quadradas desde que um fazendeiro local acidentalmente o localizou um século atrás. De acordo com a agência de notícias estatal Xinhua, a máscara provavelmente fazia parte de uma grande cabeça de bronze feita durante o final da dinastia Shang, cujo governo terminou em 1046 A.C. Entre as outras descobertas estavam relíquias de marfim, estatuetas de bronze e uma faca de jade.

Miçangas com implicações históricas

Acredita-se que Contas Cenezianas do tamanho de um mirtilo que foram escavadas no norte do Alasca em meados dos anos 2000 sejam os primeiros objetos de fabricação europeia na América do Norte, anteriores à jornada de Cristóvão Colombo pelo Atlântico. Em janeiro, a University of Alaska Fairbanks publicou um estudo com as descobertas dos pesquisadores de que as Contas podem ter chegado entre 1440 e 1480, décadas antes de Colombo zarpar, em 1492.

Algumas das Contas – junto com algumas fibras vegetais que foram datadas por carbono para estabelecer um período de tempo – foram descobertas em Punyik Point, um famoso sítio arqueológico que fica em uma antiga rota de comércio.

De acordo com a universidade, Veneza manteve rotas comerciais para a Ásia durante os anos 1400, e as Contas podem ter viajado ao longo da Rota da Seda em direção à China antes de seguirem para o Extremo Oriente da Rússia, depois através do Estreito de Bering até o Ártico.

Mas isso não é tudo…

Em março, o governo israelense anunciou que dezenas de fragmentos de um Pergaminho do Mar Morto com texto bíblico foram encontrados por arqueólogos que trabalhavam no Deserto da Judéia.

Também em março, os pesquisadores anunciaram que identificaram um mural de 3.200 anos retratando um deus-aranha segurando uma faca, descoberto no norte do Peru em 2020, ao lado de um templo, parte de um local que foi quase todo destruído pelos agricultores locais.

Em maio, uma cabeça de mármore de 2.000 anos de um jovem Augusto Otaviano, o primeiro imperador de Roma, foi descoberta na cidade italiana de Isernia, durante o reparo de uma parede medieval gravemente danificada.

Em agosto, uma nova análise de DNA revelou que um guerreiro encontrado em um túmulo da era da Idade do Ferro na Finlândia pode ter sido não binário.

Em outubro, o Museu de Arte de Dallas exibiu novas descobertas nas pinturas do olival de Vincent Van Gogh, incluindo o rastro de um inseto que infelizmente pousou em sua pintura, fornecendo evidências de onde, pelo menos, uma das obras pode ter sido criada.

Em novembro, os arqueólogos revelaram que acreditavam ter encontrado um dos “templos do sol” perdidos do Egito, datado de meados do século 25 aC, abaixo de outro templo em Abu Ghurab.

Este é um texto traduzido. Clique aqui para ler o original

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