Drones fecham aeroporto na Dinamarca pela segunda vez em uma semana
Segundo autoridades, não está claro se os casos estão relacionados, mas o padrão foi semelhante
Um aeroporto no norte da Dinamarca foi forçado a fechar devido à presença de drones não autorizados em seu espaço aéreo, informou a polícia na manhã desta quinta-feira (25).
Foi o segundo fechamento de um aeroporto dinamarquês causado por drones nesta semana, enquanto a Europa lida com o aumento de ataques cibernéticos e suspeitas de violações do espaço aéreo pela Rússia.
“Mais de um drone” foi visto voando perto do aeroporto de Aalborg, que também é uma base militar ativa, por volta das 21h45, horário local, na quarta-feira (24), e permaneceu no local até pouco antes da 1h da manhã desta quinta-feira, informou a polícia, segundo a agência de notícias Reuters.
Os drones não estão mais na área, confirmaram as autoridades.
A polícia ainda não determinou quem está por trás do incidente mais recente, mas está investigando diversas teorias, disse o comissário da Polícia Nacional da Dinamarca, Thorkild Fogde, à CNN.
O avistamento do drone ocorre dois dias após a identificação de dois ou três drones de grande porte terem interrompido todas as decolagens e pousos por quase quatro horas no aeroporto da capital Copenhague, no que a primeira-ministra chamou de “grave ataque à infraestrutura crítica dinamarquesa”, segundo a Reuters.
O caso também ocorre após um grande ataque cibernético a uma provedora de sistemas de check-in e embarque no fim de semana, que interrompeu as operações em vários dos aeroportos mais movimentados da Europa, incluindo o de Heathrow, em Londres.
Não está claro se os drones perto de Aalborg e Copenhague estão relacionados, mas o padrão foi semelhante, disse Fogde. Ambos são casos de “drones não autorizados sobrevoando a área do aeroporto, violando a segurança do aeroporto e o espaço aéreo”.
Em um incidente separado esta semana, as autoridades norueguesas foram forçadas a fechar o Aeroporto de Oslo por cerca de três horas após um drone ser visto, causando ainda mais caos nas viagens.
Em comentários à emissora pública dinamarquesa DR na terça-feira (23), a primeira-ministra Mette Frederiksen sugeriu que a Rússia poderia estar por trás da interrupção em Copenhague, que ela relacionou a outros incidentes com drones na Polônia e na Romênia, informou a Reuters.
“Certamente não posso negar de forma alguma que se trata da Rússia”, disse Frederiksen à emissora.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, classificou as sugestões de envolvimento russo como “infundadas”.
Europa em alerta máximo
A Europa está em alerta máximo após uma série de violações russas do espaço aéreo de países da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Nórdico).
Na semana passada, a Otan interceptou três jatos russos que entraram no espaço aéreo estoniano, forçando-os a fugir, disseram o Ministério das Relações Exteriores de Tallinn e um porta-voz da aliança.
Três caças russos MiG-31 entraram no espaço aéreo estoniano sobre o Golfo da Finlândia sem permissão e permaneceram lá por um total de 12 minutos, informou o Ministério das Relações Exteriores da Estônia.
Caças F-35 italianos foram colocados na Estônia como parte da operação Eastern Sentry da aliança, além de aeronaves suecas e finlandesas, que responderam à intrusão, informou o quartel-general do Comando de Operações Aliadas da Otan.
A primeira-ministra estoniana, Kristen Michal, afirmou que os jatos russos foram posteriormente “forçados a fugir”.
A Rússia negou posteriormente que seus jatos tivessem entrado no espaço aéreo estoniano, insistindo que o voo foi realizado “em estrita conformidade com as regras internacionais” e “sem violar as fronteiras de outros países”.
Em incidentes separados no início deste mês, caças da Otan abateram o que a aliança afirmou serem drones russos que haviam violado o espaço aéreo polonês e romeno durante um ataque à vizinha Ucrânia.
A operação marcou a primeira vez que tiros foram disparados pela aliança desde a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, iniciada em fevereiro de 2022.
A aliança militar denunciou o comportamento “absolutamente perigoso” de Moscou e prometeu reforçar as defesas em seu flanco leste.
Dias depois, a Romênia informou que um drone russo invadiu seu espaço aéreo, levando Bucareste a enviar caças.
Os dois jatos F-16 quase derrubaram o drone, mas os pilotos decidiram não abrir fogo após avaliar os riscos colaterais.
Após o incidente de Copenhague na terça-feira, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, afirmou nas redes sociais que “embora os fatos ainda estejam sendo apurados, está claro que estamos testemunhando um padrão de contestação persistente em nossas fronteiras”.
“Nossa infraestrutura crítica está em risco”, disse ela. “E a Europa responderá a essa ameaça com força e determinação.”
Just spoke with PM Frederiksen regarding the drones incursion around Copenhagen airport.
While the facts are still being established, it is clear we are witnessing a pattern of persistent contestation at our borders.
Our critical infrastructure is at risk.
And Europe will…
— Ursula von der Leyen (@vonderleyen) September 23, 2025


