E-mails de Epstein foram divulgados para difamar Trump, diz Casa Branca
Secretária de imprensa do governo acusou democratas da Câmara de tentarem criar "narrativa falsa" contra o presidente

A Casa Branca acusou os democratas na Câmara dos Estados Unidos nesta quarta-feira (12) de divulgarem e-mails do criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein para difamar o presidente Donald Trump.
"Os democratas vazaram seletivamente e-mails para a mídia liberal a fim de criar uma narrativa falsa para difamar o presidente Trump", alegou a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt.
Mais cedo, documentos divulgados pelos democratas do Comitê de Supervisão da Câmara apontaram que Epstein mencionou o nome de Trump várias vezes em mensagens privadas nos últimos 15 anos com um associado e um autor no círculo do republicano.
Os e-mails também incluem uma mensagem em que Epstein afirma que Trump "sabia das garotas" — aparentemente em referência à alegação do presidente de que ele expulsou o financista de seu clube de Mar-a-Lago por assediar mulheres jovens que trabalhavam lá.
Trump não recebeu ou enviou nenhuma das mensagens, que em grande parte eram de antes do período em que foi presidente, e ele não foi acusado de qualquer irregularidade criminal em conexão com Epstein ou a cúmplice dele, Ghislaine Maxwell.
Leavitt também afirmou que a divulgação dos e-mails “não prova absolutamente nada, além do fato de que o presidente Trump não fez nada de errado”.
Questionada se Trump alguma vez passou tempo na casa de Epstein com uma de suas vítimas — como sugere um dos e-mails divulgados — a secretária de imprensa reiterou que o republicano expulsou Epstein de Mar-a-Lago por ser um “nojento” e também classificou o criminoso sexual condenado como um “pedófilo”.
“O que o presidente Trump sempre disse é que ele era de Palm Beach, assim como Jeffrey Epstein. Jeffrey Epstein era membro de Mar-a-Lago até que o presidente Trump o expulsou porque Jeffrey Epstein era um pedófilo e um nojento”, pontuou Leavitt a repórteres.
Ela acrescentou que o presidente “sempre foi extremamente profissional e amigável” com Virginia Giuffre, que se suicidou no início deste ano e que foi identificada pelos republicanos como a vítima mencionada no e-mail.
Secretária defende esforços para barrar divulgação forçada de arquivos
Karoline Leavitt também defendeu os esforços do governo para barrar iniciativas na Câmara dos Representantes dos EUA que buscam forçar a divulgação dos arquivos de Epstein, argumentando que o governo está comprometido com a transparência.
“Estamos cooperando e demonstrando apoio ao Comitê de Supervisão da Câmara. Esse é um dos motivos pelos quais vocês estão vendo esses documentos que foram divulgados hoje, graças aos esforços do Comitê de Supervisão da Câmara e dos republicanos para torná-los públicos”, disse ela.
Segundo apuração da CNN, autoridades do governo Trump planejavam se reunir nesta quarta para discutir uma iniciativa na Câmara dos EUA para forçar uma votação sobre a divulgação dos arquivos do Departamento de Justiça referentes ao caso Epstein.
Três deputadas republicanas – Lauren Boebert, Marjorie Taylor Greene e Nancy Mace – aderiram à iniciativa dos deputados Thomas Massie, republicano do Kentucky, e Ro Khanna, democrata da Califórnia, para forçar uma votação no plenário sobre a divulgação dos documentos.
Altos funcionários do governo Trump planejavam se reunir nesta quarta com Boebert para discutir o assunto.
Casa Branca desconversa sobre indulto a cúmplice de Epstein
Durante a coletiva desta quarta-feira, a secretária de imprensa da Casa Branca novamente descartou perguntas sobre se Trump está considerando um indulto para Ghislaine Maxwell, cúmplice de Epstein, que foi condenada por tráfico sexual após a morte do financista.
“Não é algo sobre o qual ele esteja falando ou sequer pensando neste momento”, afirmou.


