Apuração das eleições nos EUA aguarda resultados em seis estados


Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo
04 de novembro de 2020 às 19:55 | Atualizado 05 de novembro de 2020 às 08:37

 

Dos 50 estados americanos, o resultado do pleito para presidente do país já foi apurado e é conhecido em 44 deles. No início da noite desta quarta-feira (4), seguem na contagem os estados do Alaska, Arizona, Carolina do Norte, Geórgia, Nevada e Pensilvânia.

Joe Biden recebeu, até agora, 70,4 milhões de votos (50,4% do total), melhor marca para um candidato a presidente nos Estados Unidos. Transportando para o Colégio Eleitoral, que é quem define o vencedor da votação, o democrata conquistou 21 estados, o equivalente a 253 dos 270 delegados de que ele necessita.

Donald Trump, do seu lado, recebeu 67,1 milhões de votos (48,1% do total). Para o Colégio Eleitoral, o republicano venceu em 23 estados, o que lhe coloca neste momento com o apoio de 213 delegados. Ele está, portando, a 57 votos de ser eleito.

Dos seis estados em que a apuração segue, Biden precisa vencer apenas nos dois que ele já lidera -- Arizona e Nevada, que representam juntos 17 delegados --, para conquistar a Casa Branca.

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Donald Trump e Joe Biden durante o último debate antes da eleição presidencial dos Estados Unidos
Foto: Reprodução/CNN (22.out.2020)

Com 86% das urnas apuradas em ambos os estados, Biden tem 51,0% dos votos no Arizona, contra 47,6% de Donald Trump. Em Nevada, a vantagem do democrata é mais estreita, com 49,3% para o ex-vice-presidente e 48,7% para o candidato republicano à reeleição.

Trump está na frente no Alaska, Carolina do Norte, Geórgia e Pensilvânia. Se vencer nos quatro, vai a 268 delegados, chega muito perto, mas não se elege. Os democratas esperam, com a contagem dos votos pelo correio nas próximas horas, virar as vantagens do atual presidente nos dois últimos estados.

Para chegar próximo da vitória, Joe Biden dependeu da virada que obteve em dois estados do cinturão da ferrugem, o meio oeste dos Estados Unidos. Tradicionalmente democratas, os estados de Michigan e Wisconsin voltaram para a conta do partido após endossarem a eleição de Donald Trump em 2016.