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    Biden pretende não renovar cortes de impostos de Trump se reeleito

    Presidente americano fala em "terminar o trabalho" e reverter medida do republicano

    Presidente dos EUA, Joe Biden, discursa durante evento de campanha em Manassas, no Estado norte-americano da Virginia
    Presidente dos EUA, Joe Biden, discursa durante evento de campanha em Manassas, no Estado norte-americano da Virginia 23/01/2024 REUTERS/Evelyn Hockstein

    Da Reuters

    Melbourne

    O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, expôs nesta terça-feira (20), durante uma viagem de arrecadação de recursos para sua campanha à reeleição na Califórnia, parte de sua visão para um segundo mandato, desde o fortalecimento do sistema de saúde norte-americano até o fim dos cortes de impostos aprovados no governo de Donald Trump.

    A viagem de três dias de Biden pelas cidades de Los Angeles e San Francisco teve início depois que sua campanha e os aliados do Partido Democrata disseram que arrecadaram mais de 42 milhões de dólares em janeiro e possuem 130 milhões de dólares em caixa para uma provável disputa nas eleições gerais contra Trump.

    Biden tem realizado campanhas de arrecadação de fundos regulares para encher seus cofres antes do que se espera que seja uma batalha difícil para permanecer na Casa Branca, mas ele não tem falado com frequência sobre o que pretende fazer em um segundo mandato se for reeleito.

    “Gostaria de falar sobre o futuro e o que significa terminar o trabalho”, disse ele no início de um evento em Beverly Hills para uma audiência que incluía a atriz Jane Fonda.

    “O corte de impostos de 2 trilhões de dólares de Trump, que está prestes a expirar, ajudou de forma esmagadora os muito, muito ricos de nós e não a grande maioria do povo norte-americano. ‘Terminar o trabalho’ significa se livrar do corte de impostos de Trump, fechando as brechas.”

    Ele também listou a redução do déficit, o fortalecimento da legislação de saúde conhecida como Affordable Care Act e tornar as moradias mais acessíveis, no que poderia ser uma prévia dos tópicos de seu discurso sobre o Estado da União, previsto para o próximo mês.

    Embora as campanhas de arrecadação de fundos na Califórnia estejam concentradas em doadores ricos, sua campanha disse na terça-feira que a arrecadação de janeiro foi fomentada principalmente por doadores de menor renda, que fizeram doações online.

    “A arrecadação de fundos de janeiro — impulsionada por um programa poderoso de arrecadação de fundos de base que continua a crescer mês a mês — é uma demonstração indiscutível de força para começar o ano eleitoral”, disse a diretora de campanha Julie Chavez Rodriguez em um comunicado.

    Os totais incluem o dinheiro doado para a campanha de Biden, o Comitê Nacional Democrata e seus comitês conjuntos de arrecadação de fundos.

    A campanha de Trump disse que arrecadou 8,8 milhões de dólares em janeiro e gastou mais de 11 milhões de dólares, incluindo mais de 5 milhões e dólares em anúncios e correspondências, à medida que ele tem vencido facilmente as primeiras disputas da indicação presidencial republicana.

    Biden e Trump continuam tecnicamente empatados na disputa pela Casa Branca, segundo uma pesquisa recente da Reuters/Ipsos. O ex-presidente tem o apoio de 37% dos entrevistados e Biden, 34%.