Quem é Marco Rubio, escolhido por Trump para negociar com o Brasil
Secretário de Estado nasceu na Flórida e concorreu nas primárias do Partido Republicano contra o atual presidente em 2016
Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, foi escolhido por Donald Trump para negociar sobre o tarifaço com autoridades do Brasil, segundo informou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após ligação com o republicano.
Chefe da diplomacia americana, Rubio vai encontrar o chanceler Mauro Vieira na Casa Branca, nesta quinta-feira (16). A reunião é vista como um momento importante para começar negociações com o governo americano e preparar o terreno antes do aguardado encontro presencial entre Lula e Trump, ainda sem data definida.
Segundo apuração de Caio Junqueira, analista de Política da CNN, o setor privado considerou a conversa entre Trump e Lula um grande avanço, mas levantou questionamentos sobre a escolha do secretário para a negociação.
A leitura é a de que ele é próximo ao bolsonarismo e defendeu o tarifaço e as sanções a autoridades brasileiras em razão do julgamento contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Quem é Marco Rubio?
Marco Rubio nasceu na Flórida e é a primeira pessoa de origem hispânica a ocupar o cargo de secretário de Estado.
Ele é filho de imigrantes cubanos e tem posições agressivas em relação à política externa dos EUA e seus adversários geopolíticos, como a China, Irã e Cuba.
Como senador, teve experiência em política externa e fez parte do Comitê de Inteligência do Senado e do Comitê de Relações Exteriores.
Rubio foi cotado para ser candidato a vice-presidente na chapa de Trump, mas não conseguiu a nomeação porque era do mesmo estado que o republicano, algo que a Constituição americana não permite.
Relação com Trump
Em 2016, o senador foi pré-candidato do Partido Republicano e disputou contra Trump nas primárias da legenda. Porém, após o empresário vencer as primárias na Flórida, ele desistiu da corrida.
No final da campanha do primeiro mandato de Trump, Rubio atacou o empresário publicamente, dizendo que ele não iria “tornar a América grande. Ele vai tornar a América laranja”, zombando também do tamanho das mãos de Trump e chamando-o de “vigarista”, enquanto competia para assumir o Partido Republicano.
Depois do episódio, ele passou a estreitar laços dentro do partido e trabalhou no Senado em políticas significativas para os EUA, como a legislação que bloquearia créditos fiscais para baterias de veículos elétricos produzidas com tecnologia chinesa.
Também questionou o diretor do FBI -- a agência federal de investigações dos EUA -- sobre a influência de Pequim no TikTok.
Com informações da Reuters.


