Em balanço de um ano, Joe Biden promete um bilhão de testes aos norte-americanos

Presidente dos Estados Unidos fez um pronunciamento nesta quarta-feira (19) na Casa Branca

Anna Gabriela Costada CNN*

em São Paulo

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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez um pronunciamento nesta quarta-feira (19), na Casa Branca, onde avaliou os desafios do primeiro ano de governo. A vacinação contra a Covid-19, a reabertura da economia e a geração de empregos no país foram destacados pelo presidente norte-americano como “progressos notáveis”.

Dentre as medidas de contenção da variante Ômicron, Biden afirmou que serão disponibilizados 1 bilhão de testes de coronavírus aos cidadãos. Biden destacou o avanço na imunização e afirmou que o país está vacinando 9 milhões de pessoas por semana.

“Após dois anos de um peso físico e psicológico, estamos em um momento diferente, temos as ferramentas: vacinas e máscaras. As vacinas funcionam, tomem a vacina e a dose de reforço. Também estamos aumentando os testes, deveríamos ter feito mais testes antes, mas passamos de zero testes em casa, há um ano, para milhões de testes neste mês. Além disso, vamos disponibilizar 1 bilhão de testes para servem enviados às suas casas gratuitamente”, afirmou.

De acordo com o presidente, o objetivo do governo é de criar mais e melhores empregos para as pessoas, com foco na modernização de estrutura urbana, portos e aeroportos. Biden também focou na importância de oferta de água potável para todo cidadão, além do acesso à internet disponível para todos os americanos, em todas as áreas do país.

“Geramos 6 milhões de empregos, mais em um ano do que em qualquer época. A fome infantil caiu quase 40%, houve um aumento também nos empregos, os trabalhadores realmente ganharam um aumento e a renda aumentou”, disse Biden.

O presidente afirmou que não serão adotadas novas medidas de lockdown no país, e incentivou que as crianças retornem às escolas.

“Estamos em um momento bem melhor que o ano passado, não vamos voltar a ter lockdown, não vamos fechar as escolas, as escolas devem permanecer abertas, com ventilação e higiene nas salas e nos ônibus, com testes sendo administrados nas escolas. Eu motivo que os estados usem os fundos para manter as escolas abertas, a Covid-19 não vai embora imediatamente, mas não vamos desistir”, destacou o presidente.

Em seu primeiro ano no cargo, Biden realizou nove coletivas de imprensa no total – seis individuais e três conjuntas – de acordo com dados do The American Presidency Project da Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara. A última vez que ele realizou uma entrevista coletiva formal foi na cúpula do clima COP26 em Glasgow, Escócia, em novembro.

Em comparação, o ex-presidente Donald Trump realizou 21 coletivas de imprensa em seu primeiro ano no cargo, mas apenas uma delas foi solo e as demais foram aparições conjuntas, geralmente com líderes estrangeiros. Em seu último ano no cargo, quando a pandemia se instalou, Trump realizou 35 coletivas de imprensa.

Economia

O presidente Biden reconheceu que os americanos estão lutando com o alto custo de vida e apoiou os esforços do Federal Reserve para combater a inflação.

“Precisamos controlar a inflação”, disse Biden durante seu discurso de abertura na quarta-feira. Biden destacou que a estabilidade de preços é responsabilidade do Fed.

“O trabalho crítico de garantir que os preços elevados não se tornem arraigados cabe ao Federal Reserve, que tem um mandato duplo: pleno emprego e preços estáveis”, disse Biden.

O presidente observou que os americanos estão vendo rápidos aumentos de preços nos supermercados, nas bombas de gasolina e em outros lugares. “Dada a força de nossa economia e o ritmo dos recentes aumentos de preços, é apropriado… como o presidente do Fed, Powell, indicou, recalibrar o suporte que agora é necessário.”

Biden também detalhou os esforços de seu governo para combater a inflação, inclusive desobstruindo as cadeias de suprimentos e reprimindo a concorrência desleal no mercado.

Biden lamenta a capacidade de Trump de “intimidar um partido inteiro”

Em seu pronunciamento, o presidente Joe Biden lamentou o controle de seu antecessor sobre o Partido Republicano, já que sua ampla agenda e as prioridades de reforma eleitoral permanecem paralisadas no Congresso sem nenhum caminho a seguir.

Sem citar o ex-presidente, Biden criticou as ameaças de Trump de apoiar oponentes primários para políticos que assumem posições que o republicano considera desleais.

“Você já pensou que um homem fora do cargo poderia intimidar um partido inteiro onde eles não estão dispostos a votar contra o que ele acha que deveria ser votado, por medo de ser derrotado nas primárias?” Biden perguntou retoricamente durante a entrevista coletiva desta quarta-feira.

Biden disse que “cinco senadores republicanos” expressaram a ele que apoiariam a legislação que ele endossa, mas têm medo de serem derrotados nas primárias. “Temos que encerrar isso. Tem que mudar”, disse Biden.

Biden prevê que Putin lançará incursão na Ucrânia

O presidente dos EUA, Joe Biden, previu na quinta-feira que o presidente russo, Vladimir Putin, entrará na Ucrânia, mas uma invasão em grande escala desencadearia uma resposta massiva que custaria caro para a Rússia e sua economia.

“Meu palpite é que ele vai entrar”, disse Biden em entrevista coletiva. “Ele tem que fazer alguma coisa.”

Um funcionário ucraniano disse a Matthew Chance, da CNN, que está “chocado que o presidente dos EUA, Biden, faça distinção entre incursão e invasão” e sugeriu que uma pequena incursão não desencadearia sanções, mas sim uma invasão.

“Isso dá luz verde a Putin para entrar na Ucrânia a seu bel prazer”, acrescentou o funcionário.

O funcionário ucraniano acrescentou que nunca ouviu nenhuma nuance como essa do governo dos EUA antes.”Kyiv está atordoado”, acrescentou, referindo-se ao governo ucraniano.

Com informações de Matt Egan, Betsy Klein e Mathew Chance da CNN norte-americana*

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