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    Em carta, Pelé relembra encontro com Putin e pede fim à invasão à Ucrânia

    Ícone do futebol brasileiro publicou texto no Instagram nesta quarta-feira (1º)

    Brasil, Brasília, DF, 13/07/2004. O ex-jogador de futebol Pelé realiza entrevista coletiva para divulgar seu filme, "Pelé Eterno". - Crédito:SERGIO DUTTI/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Codigo imagem:9723
    Brasil, Brasília, DF, 13/07/2004. O ex-jogador de futebol Pelé realiza entrevista coletiva para divulgar seu filme, "Pelé Eterno". - Crédito:SERGIO DUTTI/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Codigo imagem:9723 AE

    Brendan O'Boyleda Reuters

    A lenda do futebol brasileiro Pelé fez um apelo público nesta quarta-feira (1º) ao presidente russo, Vladimir Putin, para encerrar sua invasão “perversa” e “injustificável” da Ucrânia, minutos antes de a seleção ucraniana disputar uma partida pelas eliminatórias da Copa do Mundo.

    “Quero usar o jogo de hoje como uma oportunidade para fazer um pedido: pare com essa invasão. Não existe argumento que justifique a violência”, disse Pelé em comunicado publicado no Instagram.

    “Este conflito é perverso, injustificável e não traz nada além de dor, medo, terror e angústia.”

    Pelé e Putin se encontraram pela última vez em Moscou em 2017, durante a Copa das Confederações, campeonato realizado antes da Copa do Mundo. O líder russo nomeou Pelé como um de seus jogadores favoritos.

    “Quando nos encontramos no passado e trocamos sorrisos acompanhados de um longo aperto de mão, nunca pensei que um dia estaríamos tão divididos quanto estamos hoje”, escreveu Pelé, que foi o primeiro ministro do Esporte do Brasil na década de 1990.

     

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    A Ucrânia venceu a Escócia por 3 a 1 nesta quarta-feira, ficando a um jogo da classificação para a Copa do Mundo.

    O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, agradeceu à equipe por “duas horas de felicidade, algo a que não estamos acostumados”.

    Confira a carta na íntegra

    “Hoje a Ucrânia tenta esquecer, ao menos por 90 minutos, a tragédia que ainda acontece em seu país. Competir por uma vaga na Copa do Mundo já é uma tarefa difícil. E se torna quase impossível com tantas vidas em jogo.

    Eu quero utilizar a partida de hoje como uma oportunidade de fazer um pedido: pare com essa invasão. Não existem argumentos que justifiquem a violência. Este conflito, assim como todos outros, é perverso, injustificável e não traz nada além de dor, medo, terror e angústia. Não há razão para que ele perdure ainda mais tempo.

    Quando nos conhecemos no passado e trocamos um grande sorriso acompanhado de um longo aperto de mão, era inimaginável que poderíamos um dia estar tão divididos quanto estamos hoje.

    A guerra só existe para separar nações, e não há ideologia que justifique os mísseis que agora enterram sonhos de crianças, separam famílias e matam inocentes.

    Eu já vivi oito décadas, nas quais testemunhei guerras e vi líderes bradando ódio em nome da segurança do próprio povo. Não podemos regredir a esses tempos. Devemos evoluir.

    Anos atrás, eu prometi para mim mesmo que, enquanto eu conseguir, sempre levantarei minha voz a favor da paz. O poder de dar um fim a este conflito está nas suas mãos. As mesmas que apertei em Moscou, no nosso último encontro em 2017.”