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    Em declaração, Brasil reitera considerar Taiwan “parte inseparável” da China

    O encontro entre Lula e Xi Jinping ocorre poucos dias depois do encerramento de exercícios militares chineses ao redor da ilha de Taiwan

    Ricardo Stuckert/PR

    Fernanda Pinottida CNN

    em São Paulo

    Em uma declaração conjunta divulgada nesta sexta-feira (14) após o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente chinês, Xi Jinping, o Brasil reitera considerar Taiwan como “parte inseparável do território chinês”.

    “A parte brasileira reiterou que adere firmemente ao princípio de uma só China, e que o governo da República Popular da China é o único governo legal que representa toda a China, enquanto Taiwan é uma parte inseparável do território chinês. Ao reafirmar o princípio da integridade territorial dos estados, apoiou o desenvolvimento pacífico das relações entre os dois lados do Estreito de Taiwan. A parte chinesa manifestou o grande apreço a esse respeito”, diz o documento.

    O encontro entre Lula e Xi Jinping ocorre poucos dias depois do encerramento de exercícios militares chineses ao redor da ilha de Taiwan. Pequim lançou os exercícios no sábado (8), um dia depois que a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, voltou de uma visita de 10 dias à América Central e aos Estados Unidos, onde se encontrou com o presidente da Câmara americana, Kevin McCarthy.

    Taiwan e China são governados separadamente desde o fim de uma guerra civil há mais de sete décadas, na qual os nacionalistas derrotados fugiram para Taipé, capital da ilha.

    Taiwan passou de um governo autoritário para uma democracia na década de 1990.

    No entanto, o Partido Comunista da China reivindica a ilha autônoma como seu território e, nos últimos anos, à medida que seu poder cresceu, o líder chinês Xi Jinping deixou claro suas ambições de “reunificar” com a ilha – pela força, se necessário.

    À medida que as tensões entre os EUA e a China pioraram por conta do conflito envolvendo Taiwan, o presidente Joe Biden disse que os EUA defenderiam a ilha militarmente se a China atacasse.