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    Embaixada britânica pede apoio do rei Charles III para financiamento na Amazônia

    Embaixadora Stephanie Al-Qaq disse à CNN que já conversou com o monarca várias vezes sobre a necessidade de mobilizar mais investimentos privados para a economia sustentável na região 

    Histórico de defesa ambiental do Rei Charles deve ser enfatizada na abordagem da embaixada
    Histórico de defesa ambiental do Rei Charles deve ser enfatizada na abordagem da embaixada 14/6/2023 Chris Jackson/Pool via REUTERS

    Américo Martinsda CNN

    Londres

    A embaixadora do Reino Unido no Brasil, Stephanie Al-Qaq, disse à CNN que pediu o apoio do Rei Charles III para tentar obter mais financiamentos privados para a preservação da floresta amazônica.

    “Eu já falei com o rei várias vezes sobre a necessidade de mobilizar mais financiamento privado (para a Amazônia). Como Londres é o centro financeiro do mercado verde, eu acho que, com o apoio do Rei, a cidade seria um lugar muito importante para o Brasil buscar os investimentos privados que vai necessitar para enfrentar a situação (de combater o desmatamento)”, disse ela.

    O rei Charles III é um respeitado ambientalista, dedicado ao setor há décadas. Ele já se engajou pessoalmente com a questão da Amazônia diversas vezes, inclusive após ter assumido o trono.

    Nas duas últimas ocasiões, ele recebeu o governador do Pará, Helder Barbalho, para uma reunião privada no Palácio de Buckingham onde discutiram projetos de defesa da floresta. O monarca também conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o tema e agradeceu um convite para comparecer à COP 30, a Cúpula Mundial do Clima, que será realizada em novembro de 2025, em Belém.

    A embaixadora diz que o governo britânico pretende apoiar o país durante a realização da COP 30. “Temos muita vontade de ajudar, porque esse vai ser um ‘copão’. Vai ser um ‘copão’ na Amazônia”, brincou a embaixadora, reconhecendo a importância simbólica da realização da cúpula numa das regiões mais importantes do mundo para o combate às mudanças climáticas.

    Al-Qaq lembrou que o Reino Unido já é o terceiro maior parceiro do Brasil no financiamento climático. Nos últimos sete anos, o governo britânico investiu R$ 1,6 bilhão (equivalente a 260 milhões de libras) no país por meio do Financiamento Internacional para o Clima.

    Além desse valor, o primeiro-ministro Rishi Sunak anunciou mais R$ 500 milhões (ou 80 milhões de libras) para o Fundo Amazônia, criado com verbas estrangeiras para financiar ações de preservação da floresta.

    A embaixadora também deixou claro que o Reino Unido, que tem o combate às mudanças climáticas como uma prioridade de sua política interna e externa há quase uma década, não pretende interferir na forma como o Brasil pretende utilizar esses recursos.

    “O nosso ministro das Relações Exteriores (James Cleverly) deixou claro (quando visitou Brasília, em maio) que estamos apoiando a visão do Brasil nessa área. Não estamos lá para dizer como o Brasil deveria fazer esse enorme trabalho, esse enorme desafio (de preservação da Amazônia). Vamos trabalhar juntos com a visão do Brasil de identificar uma economia sustentável para as pessoas que estão morando na floresta, para mostrar que ela vale mais em pé do que desmatada”, disse.