Embaixador da Ucrânia pede apoio à proposta de resolução apresentada à ONU

Assembleia-Geral da ONU voltou a discutir propostas de resolução para o conflito da Ucrânia e ajuda humanitária

Richard Roth e Kristina Sgueglia, da CNN
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Salão da Assembleia-Geral da ONU  • Cem Ozdel/Anadolu Agency/Getty Images
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O embaixador ucraniano nas Nações Unidas (ONU), Sergiy Kyslytsya, pediu à Assembleia-Geral que vote a favor de uma resolução que pede, em parte, a cessação imediata das hostilidades pela Federação Russa.

A resolução, que não é vinculativa, foi co-assinada por cerca de 90 outros países membros, incluindo os Estados Unidos.

O texto também lamenta as terríveis consequências humanitárias desde a invasão da Rússia e reafirma o compromisso com a soberania da Ucrânia e suas fronteiras internacionalmente reconhecidas.

"Amanhã marca um mês desde a invasão", disse Kyslytsya, "um mês desde que a vida dos ucranianos foi dividida em 'duas partes' – um passado pacífico e o agora, cheio de “guerra, sofrimento, morte e destruição”, complementou à Assembleia-Geral.

"Milhares" de ucranianos estão mortos, afirmou, e "eles morreram porque a Rússia decidiu atacar - atacar a Ucrânia, atacar a paz, atacar todos nós".

Pelo menos 902 civis foram mortos e 1.459 ficaram feridos desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia, informou neste domingo (20) o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).

“Em poucas palavras, já atingiu o nível de desastre humanitário”, pontuou o embaixador.

O ucraniano descreveu cidadãos “morrendo de fome” e “mortos em sua tentativa de fugir” e cidades “demolidas”, com países vizinhos em seus limites na tentativa de apoiar novos refugiados.

Kyslytsya disse que o alinhamento com a resolução “enviará uma mensagem poderosa destinada a contribuir para um avanço na ação humanitária no terreno”.

Rússia pede que países não apoiem o texto

O embaixador russo nas Nações Unidas, Vassily Nebenzya, pediu aos países membros da Assembleia-Geral que bloqueiem a resolução humanitária apresentada pela Ucrânia que, segundo ele, foi apresentada “no contexto dos esforços anti-russos ou de nossos colegas ocidentais”.

Nebenzya reintroduzirá separadamente uma resolução humanitária apoiada pela Rússia no Conselho de Segurança para votação.

“Se nossos colegas ocidentais no conselho de segurança estavam realmente preocupados com a situação humanitária no local, eles têm a oportunidade de mostrar isso e votar em nosso projeto de resolução humanitária no conselho de segurança”, destacou durante seu discurso.

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