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    Emergência de saúde global não é sinônimo de pandemia, diz Natália Pasternak

    Em entrevista à CNN, microbiologista explicou que determinação da OMS demonstra que varíola dos macacos requer cooperação internacional em resposta

    Léo LopesLudmila Candalda CNN

    em São Paulo

    O Brasil já tem ao menos 696 casos de varíola dos macacos, de acordo com os dados do Ministério da Saúde divulgados neste sábado (23).

    Ainda no sábado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou que a doença agora é considerada uma emergência de saúde pública global.

    Em entrevista à CNN neste domingo (24), a microbiologista Natalia Pasternak disse que “não é hora de alarme, é hora de conscientização”.

    “Emergência global não é sinônimo de pandemia. Não quer dizer que [a varíola dos macacos] seja uma pandemia. Quer dizer apenas que ela é considerada hoje pela OMS como uma doença que tem um risco real de se espalhar por diversos países e precisa de uma resposta internacional coordenada”, afirmou a presidente do Instituto Questão De Ciência.

    Ela explicou que, em 2005, os países-membros da OMS assinaram um acordo se comprometendo a, quando for declarada uma emergência global, investir em “formar capacidade de detecção e informação” sobre a doença em questão.

    “É isso que a OMS está dizendo: Nós precisamos agora dessa cooperação internacional dos países-membros para desenvolver capacidade de detecção de diagnóstico, de testes e para os países reportarem os casos para monitoração global”, acrescentou.

    “Não é pandemia, é uma emergência global que requer cooperação internacional”, afirmou Pasternak.

    Veja a entrevista completa no vídeo acima.