Emirados Árabes dizem que estão combatendo novos mísseis do Irã
Ministério do Interior orienta moradores a buscarem locais seguros enquanto defesas aéreas atuam contra o ataque

Os Emirados Árabes Unidos afirmaram nesta terça-feira (5) que suas defesas aéreas estão "atualmente lidando com uma ameaça de míssil" proveniente do Irã.
Em um breve comunicado, o Ministério do Interior orientou os moradores a permanecerem em locais seguros e a seguirem as instruções das autoridades.
A extensão do ataque não ficou imediatamente clara. O Ministério das Relações Exteriores do país declarou em comunicado que os ataques representam uma grave escalada e uma ameaça direta à segurança do Estado, acrescentando que os Emirados Árabes Unidos reservam-se o seu "direito pleno e legítimo" de responder.
O incidente ocorre um dia após o Irã lançar um ataque com mísseis e drones contra a nação do Golfo, o primeiro desde o início do cessar-fogo com os EUA e Israel no começo de abril.
Os novos ataques voltam a mergulhar os residentes do país em uma nova onda de incerteza, com as escolas passando para o ensino remoto esta semana.
O país sofreu mais ataques aéreos do Irã do que qualquer outro país nos últimos dois meses.
Países da região condenaram os ataques de segunda-feira (4) e cobram a manutenção do cessar-fogo.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.
Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
Mais de 1.900 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Mais de 2.600 morreram no território libanês desde então.
Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.
Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, classificando-a como um "grande erro". Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria "inaceitável" para a liderança do Irã.



