Entrada da Ucrânia na Otan seria ‘linha vermelha’, diz porta-voz de Putin

Dmitry Peskov afirmou à rádio russa que governo acompanha questão de perto e que essa é uma questão que 'levanta preocupações' em Moscou

Porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, diz que entrada da Ucrânia na Otan seria 'linha vermelha' para Moscou
Porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, diz que entrada da Ucrânia na Otan seria 'linha vermelha' para Moscou Foto: Reuters

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O Kremlin disse nesta quinta-feira (17) que a adesão da Ucrânia à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) seria uma “linha vermelha” para a Rússia e que estava preocupado com o fato de que Kiev poderá receber um plano de ação para a adesão à aliança militar.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, fez os comentários um dia depois que o presidente dos EUA, Joe Biden, e o presidente russo, Vladimir Putin, se reuniram em Genebra. Peskov disse que a cúpula foi positiva no geral.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, disse na segunda-feira (14) que queria um claro “sim” ou “não” de Biden ao dar à Ucrânia um plano de adesão à Otan.

Biden disse que a Ucrânia precisa erradicar a corrupção e atender a outros critérios antes de poder entrar na aliança militar. Segundo Peskov, Moscou está acompanhando a situação de perto.

“Isso é algo que estamos observando de perto e é realmente uma linha vermelha para nós – no que diz respeito à perspectiva de a Ucrânia ingressar na Otan”, afirmou o porta-voz à rádio Ekho Moskvy.

“Claro, isso (a questão de um plano de adesão para a Ucrânia) levanta nossas preocupações”, disse ele.

Peskov disse que Moscou e Washington concordaram na cúpula de Genebra que precisavam manter conversações sobre controle de armas o mais rápido possível.

Biden e Putin concordaram na cúpula em iniciar negociações regulares para tentar estabelecer as bases para futuros acordos de controle de armas e medidas de redução de risco.

O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia disse nesta quinta-feira que Moscou espera que as negociações com Washington comecem dentro de semanas. Ele fez os comentários em entrevista a um jornal publicada no site do Ministério das Relações Exteriores.

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