Equipes buscam por quase 1.500 desaparecidos no Nepal e na China
Centenas morreram após uma enchente repentina na fronteira entre os países
Os esforços de resgate estão se intensificando no Nepal e na China, onde inundações repentinas devastadoras mataram pelo menos 380 pessoas, segundo a polícia nepalesa, e deixaram quase 1.500 desaparecidas — incluindo mais de 800 estrangeiros que visitavam a região montanhosa, segundo as autoridades.
Uma avalanche catastrófica avançou por um vale, destruindo infraestruturas essenciais e dificultando o acesso à área, o resgate de vítimas e a avaliação da dimensão do desastre.
Famílias aguardam desesperadamente por notícias de seus parentes, com quem não conseguem contato há mais de 24 horas.
Equipes de emergência chinesas chegaram à principal zona do desastre, ao longo da fronteira entre a China e o Nepal, onde enfrentam grandes bloqueios nas estradas causados por lama e escombros.
No Nepal, helicópteros de resgate têm dificuldade para pousar nas áreas afetadas devido ao nível elevado das águas. A União Europeia e a Índia estão entre os que anunciaram planos para enviar ajuda humanitária.
O colapso de uma geleira provocou a inundação repentina no distrito de Rasuwa, no Nepal, segundo o Serviço Geológico dos EUA (USGS). Cientistas afirmaram que um enorme bloco de gelo despencou no vale abaixo, arrastando sedimentos que já estavam saturados de água devido à atual temporada de monções. "Não houve terremoto", confirmou o USGS.
A China alertou para um possível desastre secundário, com previsão de mais chuvas para o condado de Gyirong nesta semana. A região já é propensa a deslizamentos de terra, fluxos de lama e inundações repentinas, segundo a emissora estatal CCTV.
O Dalai Lama ofereceu suas orações, nesta quinta-feira (27), pelas vítimas fatais do desastre e apontou as mudanças climáticas como uma possível causa adicional.


