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    Esboço da declaração final da cúpula da paz para Ucrânia pede integridade de território

    Representantes de mais de 100 países se reúnem na Suíça para discutir fim de conflito; Rússia, no entanto, não foi chamada

    Presidente Volodymyr Zelensky fala durante cúpula de paz na Suíça
    Presidente Volodymyr Zelensky fala durante cúpula de paz na Suíça REUTERS

    Reuters

    O rascunho da declaração final da cúpula da paz sobre a Guerra na Ucrânia pede que a integridade territorial do país seja respeitado, de acordo com uma cópia do documento visto pela Reuters neste sábado (15).

    O comunicado final deve ser divulgado no domingo (16), durante o último dia da conferência no resort Buergenstock, no centro da Suíça. O rascunho é do dia 13 de junho.

    O governo suíço disse que espera que a declaração final da cúpula seja apoiada por unanimidade pelos participantes.

    O documento também pede que a usina nuclear de Zaporizhzhia volte ao controle ucraniano e que o acesso de Kiev aos portos marítimos de Azov seja restaurado.

    Mais de 100 países participam do encontro, mas a ausência da China, em particular, diminuiu as esperanças de que a cúpula deixaria a Rússia globalmente isolada, enquanto os recentes reveses militares colocaram Kiev em desvantagem.

    A guerra em Gaza entre Israel e o Hamas também desviou a atenção do mundo da Ucrânia.

    Espera-se que as discussões se concentrem em preocupações mais amplas desencadeadas pela guerra, como a segurança alimentar e nuclear, e um rascunho da declaração final que identifica a Rússia como o agressor, disseram fontes.

    O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, considerou a ampla participação na reunião como um sucesso e disse que os acordos do encontro fariam parte do processo de pacificação.

    “A Ucrânia nunca quis esta guerra. É uma agressão criminosa e absolutamente não provocada por parte da Rússia”, disse o presidente ucraniano ao lado da presidente suíça, Viola Amherd.

    Amherd afirmou que o conflito trouxe “sofrimento inimaginável” e violou o direito internacional.

    O chanceler alemão, Olaf Scholz, considerou a reunião um passo importante. “Muitas questões de paz e segurança serão discutidas, mas não as maiores. Esse sempre foi o plano”, disse o político alemão, em declarações à Welt TV.

    “Esta é uma planta pequena que precisa ser regada, mas claro também com a perspectiva de que dela possa sair mais.”, acrescentou o chanceler da Alemanha.

    Biden enviou a vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, para representá-lo enquanto o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, será representado pelo seu ministro das Relações Exteriores. A Índia enviou uma delegação de nível inferior para o evento. Pequim está afastada depois que a Rússia foi excluída do processo.

    Harris anunciou mais de 1,5 mil bilhão de dólares em energia e ajuda humanitária para a Ucrânia, onde a infraestrutura foi atingida por ataques aéreos russos desde a invasão de 2022.