"Escudo das Américas": Entenda aliança contra o crime organizado
Editora de Internacional da CNN Mariana Catacci explica que coalizão liderada pelos EUA já conta com 19 países e realiza operações militares conjuntas contra cartéis e narcotráfico na região
O ministério da Defesa do Equador confirmou que os Estados Unidos estão realizando operações militares de combate a cartéis e ao narcotráfico no país. As operações fazem parte da aliança denominada "Escudo das Américas", uma coalizão liderada pelos EUA e composta por cerca de 19 países da América Latina e do Caribe. A editora de Internacional da CNN Mariana Catacci explica, ao Live CNN, como funciona a aliança.
Washington enviou um navio de guerra para a região das Ilhas Galápagos, no Equador, como parte dessa iniciativa conjunta. A operação representa um dos desdobramentos dessa ampla parceria militar e de inteligência no hemisfério ocidental.
Uma aliança em expansão
A aliança, que também é conhecida como "Coalizão das Américas contra os Cartéis", começou com 12 países membros e já alcançou 19 integrantes.
De acordo com Mariana Catacci, esse crescimento expressivo está relacionado à chegada ao poder de governos ideologicamente alinhados com Donald Trump em diversos países da região, como Colômbia, Peru e Chile, nos últimos meses.
O foco declarado da aliança é combater o narcotráfico, que, segundo os Estados Unidos, tem origem na América Latina e atravessa o continente para abastecer o território americano com drogas, por meio de grupos criminosos organizados — os cartéis.
Além disso, a iniciativa serve para reforçar a narrativa sobre segurança na fronteira sul dos Estados Unidos, incluindo o combate à imigração ilegal.
Operações conjuntas e tropas estacionadas
A aliança funciona principalmente por meio do compartilhamento de inteligência e de operações militares conjuntas. O modelo adotado foi inspirado em ações realizadas anteriormente pelos Estados Unidos contra embarcações suspeitas no Caribe e no Pacífico.
"É esse modelo de operação que está agora servindo como exemplo para essas outras operações militares", explicou a editora de Internacional.
Além das operações coordenadas, três países já concordaram em permitir o estacionamento de tropas americanas em solo latino-americano: Colômbia, Equador e Paraguai. Outros países da região estariam em vias de negociar acordos semelhantes com os Estados Unidos.
Toda essa movimentação faz parte do que foi descrito como um plano para fortalecer a primazia dos Estados Unidos no hemisfério ocidental.


