Especialista: Ataque dos EUA à Venezuela extrapola hierarquia internacional

À CNN, Regiane Bressan, professora de relações internacionais da Unifesp, afirma que os Estados Unidos "não deveriam ser os justiceiros do mundo"

Da CNN Brasil
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Os ataques realizados pelos Estados Unidos em território venezuelano e a captura do ditador Nicolás Maduro neste sábado (3) representam uma clara violação das hierarquias internacionais, segundo avaliação da professora de Relações Internacionais da Unifesp, Regiane Bressan.

"Uma situação bastante difícil, dado que houve ingerência na situação doméstica do país. Eu não estou defendendo o governo de Nicolás Maduro, que, claro, já rompeu com a democracia há tanto tempo", declarou Regiane. Contudo, a professora foi enfática ao afirmar que "os Estados Unidos não deveriam ser os justiceiros do mundo", ressaltando que existem organizações internacionais como o Conselho de Segurança da ONU e o Tribunal Penal Internacional que teriam maior credibilidade para julgar lideranças e governos.

Interesses econômicos por trás das ações militares

A especialista argumenta que os ataques evidenciam o real interesse dos Estados Unidos no petróleo venezuelano. "Isso não é novidade, mas justamente todos esses ataques contra o narcotráfico, e nós sabemos que de longe a Venezuela não é o país mais envolvido no narcotráfico da América Latina, todos esses ataques levaram os Estados Unidos hoje a capturar Maduro", explicou.

Tensão nas fronteiras e reações internacionais

Como consequência imediata dos bombardeios, a Venezuela fechou sua fronteira com o Brasil. Na divisa com a Colômbia, o presidente Gustavo Petro promoveu um reforço militar devido aos receios de aumento do fluxo migratório nas próximas horas.

Outros líderes sul-americanos também se manifestaram sobre o ocorrido, incluindo o presidente do Chile, Gabriel Boric, e o presidente da Argentina, Javier Milei.

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