Especialista sobre eleição no Chile: Multa para quem não votar é de US$ 100
A partir desta eleição, o voto passa a ser obrigatório no país. Sistema é diferente do Brasil, com cadastro automático de eleitores e penalidade mais alta
O Chile implementa uma mudança significativa em seu sistema eleitoral a partir das eleições presidenciais deste domingo (16). O voto, que antes era facultativo, passa a ser obrigatório, com uma multa que pode chegar a US$ 100 para quem não comparecer às urnas sem justificativa, como conta Celso Lamounier, consultor político da Voda, durante o Agora CNN.
O novo sistema eleitoral chileno apresenta diferenças importantes em relação ao brasileiro. No Chile, há um cadastro automático que habilita todos os cidadãos em idade eleitoral para votar, sem necessidade de registro prévio. A multa estabelecida para os ausentes é consideravelmente mais alta quando comparada à aplicada no Brasil.
Impacto nas eleições
A obrigatoriedade do voto deve provocar mudanças significativas no cenário eleitoral chileno. A expectativa é de um aumento expressivo no comparecimento às urnas, incluindo eleitores que normalmente não participariam do processo. Este novo contexto pode influenciar diretamente o resultado final, especialmente considerando o eleitorado menos engajado que agora será obrigado a votar.
Outro fator que adiciona incerteza ao pleito é a proibição da divulgação de pesquisas eleitorais nas duas semanas que antecedem a votação. Esta restrição, combinada com o voto obrigatório, pode resultar em mudanças importantes no cenário eleitoral até o último momento.
A segurança pública e a imigração destacam-se como as principais preocupações dos chilenos nesta eleição, conforme indicam as pesquisas de opinião. Estes temas têm dominado os debates e as propostas dos candidatos, refletindo as atuais demandas da população.


