Especialistas temem que variante da Covid-19 atinja os EUA e cause nova onda

Variante do Reino Unido causa complicações no Canadá e autoridades veem possibilidade de os Estados Unidos serem atingidos em meio ao relaxamento da quarentena

Enfermeira sul-africana cuida de paciente internado após contrair a variante do coronavírus
Enfermeira sul-africana cuida de paciente internado após contrair a variante do coronavírus Foto: Reuters

Christina Maxouris, da CNN Español

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Uma perigosa variante do coronavírus causa estragos em diversa partes do mundo, e um especialista alerta que é fundamental que os Estados Unidos adiram às medidas de segurança nos próximos meses para vencer outro pico de casos e manter as pessoas seguras.

A variante B.1,1.7, detectada pela primeira vez no Reino Unido, é mais contagiosa, pode causar doenças mais graves e está infectando rapidamente populações mais jovens, disse o epidemiologista Michael Osterholm à CNN na noite de terça-feira (30). Pesquisas recentes sugerem que a variante também pode ser mais mortal.

“Se pudéssemos resistir, se pudéssemos ter vacinas suficientes entre agora e o verão, poderíamos realmente vencê-la”, disse Osterholm.

A variante B.1,1.7 atinge vários países

A variante já causou aumentos perigosos de casos em outros países. Na França, onde as autoridades de saúde alertaram no mês passado que a variante estava se espalhando rapidamente, mais de 5.000 pacientes com Covid-19 estão agora em unidades de terapia intensiva (UTIs), pela primeira vez desde abril do ano passado.

Funcionários da Turquia relataram a contagem diária mais alta de casos desde o início da pandemia e a maioria dessas infecções foram causadas pela variante B.1,1.7. No Canadá, a variante levou a mais infecções e hospitalizações. Autoridades relataram um número crescente de doenças graves, mesmo em pacientes mais jovens.

Autoridades de saúde do alto escalão estão preocupadas com a possibilidade de os Estados Unidos tomarem uma direção semelhante, já que uma grande parte da população permanece vulnerável ao vírus. Apenas cerca de 16,1% dos americanos foram totalmente vacinados, de acordo com dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

“A trajetória da pandemia nos Estados Unidos parece semelhante à de muitos outros países da Europa, incluindo Alemanha, Itália e França, como aconteceu há algumas semanas”, disse a diretora do CDC, Dra. Rochelle Walensky, na segunda-feira (29).

“Nos Estados Unidos, vai depender totalmente de quanto vamos abrir”, disse Osterholm, que observou que os Estados Unidos é o único país que está relaxando as medidas de segurança enquanto a variante B.1,1.7 está se espalhando. “Em certo sentido, estamos criando a tempestade perfeita.” Segundo Osterholm, isso pode significar mais vidas perdidas.

(Texto traduzido. Clique aqui para ler a versão original em espanhol)

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