Estados Unidos se preparam para temporada de vespas assassinas

Vindas da Ásia, elas prosperam no clima mais quente e atacam colmeias de abelhas

Vespa gigante asiática, conhecida como vespa assassina, dentro de caixilho em ninho descoberto no estado de Washington
Vespa gigante asiática, conhecida como vespa assassina, dentro de caixilho em ninho descoberto no estado de Washington Foto: Reprodução/Facebook WSDA (29.out.2020)

Maria Morava e Scottie Andrew, da CNN

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O inverno no hemisfério norte está chegando ao fim. Os dias estão ficando mais longos, as vacinações estão aumentando e o fim da pandemia pode estar próximo. Mas as vespas assassinas não se importam com nada disso.

O clima mais quente é quando elas prosperam. Cientistas dos Estados Unidos e do Canadá estão se preparando para a chegada de vespas asiáticas gigantes no continente norte-americano.

 

“O estado de Washington, a província da Colúmbia Britânica e as agências federais dos EUA estão se preparando para rastrear, capturar e erradicar quaisquer vespas asiáticas gigantes que encontrarem”, escreveu o Departamento de Agricultura do Estado de Washington (WSDA) .

Elas estão atrás de abelhas, não de humanos 

As vespas asiáticas são uma “praga invasiva que ameaça os polinizadores e ignora as fronteiras internacionais”, escreveu o departamento.

Conhecidas por seu enorme tamanho, rostos parecidos aos de um desenho animado e tendência para decapitar abelhas, as vespas asiáticas têm um veneno tóxico que pode ser danoso para as pessoas – embora as picadas raramente sejam mortais.

Mas elas não estão atrás de humanos. Vespas asiáticas atacam colmeias de abelhas, destruindo-as em poucas horas e decapitando-as. Elas então assumem o controle da colmeia para alimentar os próprios filhotes com ovos e larvas de abelhas.

Os cientistas chamam isso de “fase de abate”. Elas até podem atacar outros insetos, mas não dizimam populações inteiras – exceto com as abelhas.

Eles estão nos EUA desde 2019 

As primeiras aparições das vespas asiáticas nos Estados Unidos aconteceram no estado de Washington em 2019 – e na Colúmbia Britânica em 2018, mas não se sabia ao certo se eram o mesmo tipo de inseto.

Como elas migraram da Ásia para os EUA é o que não está claro. Uma possibilidade é que tenham chegado por meio dos contêineres de navios internacionais, com compras enviadas para os EUA, ou viajantes visitando ou retornando aos EUA.

As vespas asiáticas se movimentam pelo noroeste do Pacífico e pelo Canadá, mas no fim do verão de 2020 elas conseguiram hibernar no país e construir ninhos e colônias. Por conta disso o WSDA (sigla em inglês para o Departamento de Agricultura do Estado de Washington) e outras agências estão se preparando para a volta delas.

“Os planos de Washington permanecem semelhantes à resposta do ano passado, incluindo uma forte participação da sociedade civil, relatórios e armadilhas”, escreveu o departamento em nota.

Cientistas estão pedindo aos cidadãos que comecem a armar armadilhas para as vespas em julho, com suco de laranja ou iscas à base de açúcar mascavo. Relatar que viram as vespas também é essencial para rastreá-las e, assim, contê-las.

No ano passado, metade dos relatórios confirmados em Washington e todos os relatórios confirmados na Colúmbia Britânica British Columbia eram do público, escreveu o departamento.

Texto traduzido, clique aqui para ler o original.

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