Estatal nuclear ucraniana não consegue monitorar níveis de radiação em Chernobyl

Energoatom afirma que não há dados sobre o estado atual da poluição por radiação no ambiente da zona de exclusão

Pavel Polityuk, da Reuters
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A Empresa Nacional de Geração de Energia Nuclear da Ucrânia (Energoatom) alertou nesta segunda-feira (21) que os níveis de radiação em torno da usina nuclear ocupada de Chernobyl correm o risco de aumentar porque o sistema de monitoramento de radiação e serviço de combate a incêndios florestais não estão funcionando.

Logo após o início da uma invasão em 24 de fevereiro, as forças russas assumiram o controle do território em torno da agora extinta usina, que foi o local do pior acidente nuclear do mundo em 1986.

Como resultado, o sistema de monitoramento dos níveis de radiação na chamada zona de exclusão, de 30 quilômetros, nas florestas ao redor da usina não está funcionando atualmente, disse a Energoatom em comunicado.

"Não há dados sobre o estado atual da poluição por radiação do ambiente da zona de exclusão, o que impossibilita uma resposta adequada às ameaças", afirmou.

O órgão disse que os incêndios florestais sazonais, que ocorrem com mais frequência na primavera e no verão, representam uma ameaça particular, já que o serviço de incêndio florestal da zona não conseguiu trabalhar.

"Os níveis de radiação na zona de exclusão, incluindo não apenas a Ucrânia, mas também outros países, podem piorar significativamente", afirmou.

Apesar da presença das forças russas, a equipe ucraniana continuou trabalhando nas instalações de resíduos radioativos de Chernobyl permanecendo em turnos longos, apesar do medo de esgotamento — já que havia sido possível trocar um novo turno de trabalhadores.

No domingo (20), o órgão de vigilância nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU) disse que alguns novos funcionários trocaram, permitindo que metade do turno anterior saísse.

Estatal nuclear ucraniana não consegue monitorar níveis de radiação em Chernobyl | CNN Brasil