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    Estilista colombiana é condenada nos EUA por contrabando de pele de jacaré

    Nancy González transportava bolsas de luxo da Colômbia que eram feitas com a pele do animal, que é protegida pelas leis de comércio internacional

    A estilista de moda, Nancy González, foi condenada nesta segunda-feira (22), a 18 meses de prisão nos Estados Unidos por contrabando de bolsas de pele de jacaré, vindos da Colômbia
    A estilista de moda, Nancy González, foi condenada nesta segunda-feira (22), a 18 meses de prisão nos Estados Unidos por contrabando de bolsas de pele de jacaré, vindos da Colômbia Rabbani and Solimene Photography/Getty Images)

    Veronica Calderonda CNN

    A estilista de moda, Nancy González, foi condenada nesta segunda-feira (22), a 18 meses de prisão nos Estados Unidos por contrabando de bolsas de pele de jacaré, vindos da Colômbia.

    A designer foi acusada de conspiração e contrabando por importar ilegalmente bolsas de grife feitas com pele de jacaré e píton entre fevereiro de 2016 e abril de 2019. Outra duas pessoas ligadas a ela também foram acusadas.

    A sentença, emitida por um tribunal da Flórida, detalha que González e um de seus assessores, Mauricio Rodríguez Giraldo, receberam condenações de prisão por 18 e 22 meses respectivamente.

    Depois de cumprir sua pena, González ficará em liberdade supervisionada por três anos e Rodríguez Giraldo por um ano.

    Outro envolvido no caso, John Camilo Aguilar Jaramillo, declarou-se culpado no dia 8 de abril e será sentenciado no dia 27 de junho, segundo o documento.

    “As espécies de jacarés estão protegidas pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Selvagens (CITES), da qual tanto os Estados Unidos como a Colômbia são signatários”, afirma o comunicado do Departamento de Justiça, que também identifica González como a fundadora da companhia de bolsas de luxo Gzuniga.

    “Não toleraremos o contrabando ilegal”, disse o secretário de Justiça americano Todd Kim, citado no comunicado.

    “Trouxeram centenas de carteiras e bolsas de grife para os EUA. Recrutando amigos, parentes e inclusive empregados da fábrica de González na Colômbia para que usassem as bolsas de designer ou as guardassem em sua bagagem enquanto viajavam em companhias aéreas para passageiros. Uma vez nos Estados Unidos, as bolsas foram entregues ou enviadas ao local de Gzuniga em Nova York para serem exibidas e vendidas”, diz o comunicado.

    Sam Rabin, advogado de González, disse à CNN nesta terça-feira (23) que, em sua opinião, as acusações “nunca deveriam ter sido apresentadas” e “não mereciam um caso criminal”.

    “Os promotores faliram uma mulher de sucesso e sua empresa. Apesar de terem solicitado uma sentença de mais de seis anos, conseguimos obter uma sentença de 18 meses. Como Nancy já completou 14 meses na Colômbia, ela só terá que cumprir mais um mês nos Estados Unidos”, afirmou em um e-mail.

    “Os promotores tentaram ligar sua sentença ao valor de suas carteiras em vez do valor das peles criadas em fazendas utilizadas para fabricar as bolsas. Fomos bem sucedidos na argumentação de que o valor deveria estar devidamente ligado ao valor das peles usadas e não às bolsas”, disse ele.

    A CNN entrou em contato com a representação legal de Rodríguez Giraldo e de Aguilar Jaramillo e aguarda o retorno.

    González é uma figura notável no mundo da moda na Colômbia e nos Estados Unidos. O caso causou surpresa entre seus colegas e a opinião pública.

    Este conteúdo foi criado originalmente em espanhol.

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