Estônia quer mais tropas da Otan para defender Báltico

País requisitou, porém, que a base seja construída fora da região

Tanque do Exército norte-americano participa de exercício militar da Otan na Letônia
Tanque do Exército norte-americano participa de exercício militar da Otan na Letônia 26/03/2021REUTERS/Ints Kalnins

Andrius Sytasda Reuters

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A Estônia espera que a cúpula da aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) da próxima semana, que será realizada em Madri, designe unidades adicionais para sua defesa, disse a primeira-ministra estoniana, Kaja Kallas, à Reuters. Porém, o país báltico não quer que as tropas fiquem em seu  território.

Desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, em fevereiro, os Estados bálticos da Estônia, Letônia e Lituânia vêm pedindo que sua região receba o maior acúmulo de forças da Otan prontas para o combate na Europa, temendo que possam ser os próximos alvos do governo russo.

Diplomatas e autoridades de alto escalão de aliados da Otan afirmaram à Reuters que a demanda é inviável, em parte porque as propostas surgem no momento em que a aliança enfrenta uma série de requerimentos não vistos em décadas: desde combater Rússia e China no Ártico até reprimir insurgências islâmicas no Sahel.

Reconhecendo que a Estônia não receberia tropas da Otan que ficassem no país, Kallas disse que as tropas aliadas poderiam ser enviadas para a Estônia “dentro de horas”, se necessário.

“Considerando a mobilidade das forças no momento e o quão difícil é enviar tropas permanentemente, propusemos essa estrutura de forças alocadas”, destacou Kallas na noite de quarta-feira (22).

“Há tropas, por exemplo, no Reino Unido ou em outros aliados, mas, se algo acontecer, eles podem vir aqui e nos defender imediatamente desde o primeiro dia”, explicou.

A Reuters entrou em contato com a Otan em busca de um comentário. O Reino Unido disse na semana passada que poderia enviar mais tropas para a Estônia e liderar uma brigada lá, ecoando os planos alemães na Lituânia, antes da cúpula do bloco militar para acertar os desdobramentos no flanco leste da aliança em resposta à guerra da Rússia na Ucrânia.

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