EUA chamam reunião da ONU sobre Estado palestino de "golpe publicitário"
Chanceler brasileiro Mauro Vieira participou da conferência internacional em Nova York
O governo Trump criticou nesta segunda-feira (28) uma conferência das Nações Unidas para apoiar uma solução de dois Estados para o conflito israelense-palestino. O Departamento de Estado chamou a reunião, que conta com a participação do chanceler brasileiro Mauro Vieira, de "golpe publicitário" inoportuno.
"Este é um golpe publicitário que ocorre em meio a delicados esforços diplomáticos para encerrar o conflito. Longe de promover a paz, a conferência prolongará a guerra, encorajará o Hamas e recompensará sua obstrução, minando os esforços reais para alcançar a paz", disse a porta-voz do Departamento de Estado, Tammy Bruce.
O caminho para uma solução diplomática para a guerra de Gaza permanece incerto após os esforços para promover um cessar-fogo fracassarem na semana passada, quando Israel e os EUA retiraram suas equipes das negociações em Doha.
França e Arábia Saudita, que presidiram uma conferência da ONU sobre a solução de dois Estados, enfatizaram que a reunião é essencial para a paz e a segurança de israelenses e palestinos.
O Ministro das Relações Exteriores saudita, Príncipe Faisal bin Farhan Al Saud, elogiou o "passo histórico" da França e disse que os dois países e seus parceiros estão "comprometidos em transformar este consenso internacional em uma realidade tangível". Ele reiterou a posição saudita de normalizar as relações com Israel somente após o estabelecimento de um Estado palestino.
A reunião desta segunda ocorre após o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciar que a França reconheceria um Estado palestino em setembro, tornando-se o primeiro país do G7 a fazê-lo.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a medida da França era inútil.



