EUA criticam flotilha de ajuda para Gaza: "Provocação desnecessária"

Militares israelenses interceptaram dezenas de barcos que navegavam em direção ao território palestino

Jennifer Hansler, da CNN
Greta Thunberg sendo interceptada após Flotilha Global Sumud ser interceptada por militares israelenses  • ISRAEL FOREIGN MINISTRY
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O Departamento de Estado dos EUA condenou a flotilha, que tinha o objetivo de romper o bloqueio israelense e levar ajuda a Gaza, como "uma provocação deliberada e desnecessária".

Os militares israelenses interceptaram dezenas de barcos que navegavam como parte da flotilha. Havia americanos a bordo das embarcações interceptadas.

Uma autoridade do Departamento de Estado disse que eles "levam a sério seu compromisso de ajudar os cidadãos americanos e estão monitorando a situação".

"Estamos atualmente focados em concretizar o plano do presidente Trump para encerrar a guerra, que foi universalmente acolhido como uma oportunidade histórica para uma paz duradoura", disse a autoridade.

Ao menos 12 brasileiros foram detidos por Israel

Ao menos 12 brasileiros, que estavam nas embarcações da Flotilha Global Sumud, interceptadas por Israel, foram detidos na quarta-feira (1º). Os barcos levavam ajuda humanitária para a Faixa de Gaza, informou a organização.

O ativista brasileiro, Thiago Ávila, e a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), estão entre os presos pelo governo israelense.

Na lista dos brasileiros detidos estão:

  • Thiago Ávila
  • Bruno Gilga
  • Lisiane Proença
  • Magno Costa
  • Mariana Conti
  • Nicolas Calabrese
  • Ariadne Telles
  • Mansur Peixoto
  • Gabriele Tolotti
  • Mohamad El Kadri
  • Lucas Gusmão
  • Luizianne Lins

Segundo a organização, o brasileiro João Aguiar estava a bordo de um veleiro atacado por Israel, após ação, o acesso às câmeras foi perdido. Embora o rastreador indique que o barco tenha alcançado as águas territoriais de Gaza, não houve mais sinais de navegação e, até o momento, não se sabe o paradeiro dele.

A flotilha afirma ainda que o sinal de Miguel de Castro também foi perdido e acredita-se que ele também tenha sido detido, mas não há confirmação.

A delegação brasileira é formada por 15 pessoas no total, além de Castro e Aguiar, o brasileiro Hassan Massoud estava em um dos barcos mas não está entre os detidos.

Mais de 500 participantes de dezenas de países estavam nas embarcações da organização, com o objetivo de entregar alimentos, água e remédios aos civis em Gaza.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel confirmou na quarta-feira (1º) que diversos navios foram “parados com segurança” e os passageiros seriam “transferidos para um porto israelense”.

“Greta e seus amigos estão seguros e saudáveis”, escreveu a pasta em uma publicação na rede social X, referindo-se à ativista sueca Greta Thunberg, que pode ser vista sentada no chão cercada por militares em um vídeo que acompanha a postagem na mídia social.

O comboio partiu de Barcelona, ​​Espanha, em 31 de agosto e foi reforçado por outros navios ativistas à medida que se aproximava de Gaza.

Ativistas estrangeiros tentaram entregar ajuda humanitária a Gaza no passado, mas foram interceptados por forças israelenses ou sofreram algum tipo de ataque.

Outro navio de ajuda humanitária com destino a Gaza, transportando Thiago, Greta e outros ativistas da Coalizão Flotilha da Liberdade, foi interceptado por Israel em junho e os passageiros foram deportados.

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