EUA deixam equipamentos militares no Afeganistão após retirada das tropas

Pentágono alega que os equipamentos foram desmilitarizados tornando-se, portanto, impróprios para utilização

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Os Estados Unidos deixaram para trás equipamentos militares no Afeganistão após o fim da missão de retirada no país do Oriente Médio. Imagens do aeroporto de Cabul desta terça-feira (31) mostram membros do Talibã em galpões abandonado repleto de materiais de guerra, incluindo coletes, caminhões e até helicópteros.

No entanto, segundo secretário de imprensa do Pentágono, John Kirby, os equipamentos foram desmilitarizados e inutilizados antes que as tropas partissem do Afeganistão. Ou seja, tornaram-se impróprios.

“Eles [o Talibã] podem inspecionar o quanto quiserem, olhar e andar por aí, mas não podem voar e operá-los. Fizemos questão de desmilitarizar, de inutilizar, todo o equipamento que está no aeroporto, incluindo as aeronaves e todos os veículos terrestres”, afirmou à CNN Internacional.

Segundo o secretário, o único equipamento que os Estados Unidos deixaram funcionando são alguns caminhos de bombeiros e empilhadeiras para que “o próprio aeroporto possa permanecer mais operacional no futuro”.

 

Saída das tropas americanas do Afeganistão

Desde a saída das últimas tropas americanas do Afeganistão, o Pentágono está aliviado com a evacuação segura, como o próprio secretário diz, de 123.000 pessoas para fora do Afeganistão.

Porém, ele disse que o governo do presidente Joe Biden está preocupado com aqueles que ficaram para trás.

“Embora não achemos que os números sejam grandes, estamos obviamente preocupados com nossos amigos, aliados e concidadãos americanos que ainda estão lá”, disse ele, acrescentando que o governo dos Estados Unidos permanecerá consciente de seu compromisso com os cidadãos que permanecem atrás.

“Apesar da missão militar tenha terminado, o compromisso dos Estados Unidos com eles não”, disse ele.

O secretário também disse que os EUA não descartam uma possível ameaça no Afeganistão.

“Obviamente, estamos preocupados com o potencial de retribuição do Talibã no futuro”, disse ele. “Certamente estamos cientes da ameaça que o Estado Islâmico-K continua a representar dentro do Afeganistão.”

No entanto, Kirby não vê a necessidade de envolvimento militar para retirar os cidadãos e aliados restantes.

(Esse texto foi traduzido, para ler o original clique neste link)

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