EUA devem bloquear pagamentos da dívida russa na próxima semana, diz secretária

Não houve uma decisão final sobre isso. Mas acho improvável que continue”, disse Janet Yellen, secretária do Tesouro

Janet Yellen, secretária do Tesouro dos EUA
Janet Yellen, secretária do Tesouro dos EUA 13/04/2022REUTERS/Leah Millis

Matt Eganda CNN

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A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, sinalizou na quarta-feira (17) que as autoridades norte-americanas provavelmente fecharão uma brecha nas sanções ocidentais que permitiram à Rússia continuar fazendo pagamentos de sua dívida e evitar um calote.

Falando em uma entrevista coletiva na Alemanha, Yellen disse que é “razoavelmente provável” que a licença expire em 25 de maio.

“Não houve uma decisão final sobre isso. Mas acho improvável que continue”, disse Yellen.

Tal movimento efetivamente impediria a Rússia de realizar pagamentos aos detentores de títulos dos EUA, aumentando o risco de inadimplência. A Rússia não deu calotes em sua dívida externa desde a revolução bolchevique, há mais de um século.

As sanções dos EUA introduzidas depois que a Rússia invadiu a Ucrânia proíbem transações com o banco central russo, o Ministério das Finanças e o fundo nacional de riqueza. No entanto, o Departamento do Tesouro emitiu uma licença que permite transações relacionadas ao pagamento de dívidas.

“Quando impomos sanções à Rússia, criamos uma isenção que permitiria um período de tempo para que uma transição ordenada ocorresse e para que os investidores pudessem vender títulos”, disse Yellen. “E a expectativa era que fosse por tempo limitado.”

Yellen sinalizou que não está preocupada com as potenciais consequências causado pelo fim da licença.

“A Rússia não pode agora pegar empréstimos nos mercados financeiros globais. Não tem acesso ao mercado de capitais”, disse Yellen. “Se a Rússia não conseguir encontrar uma maneira legal de fazer esses pagamentos e tecnicamente deixar de pagar sua dívida, não acho que isso represente uma mudança significativa na situação da Rússia. Eles já estão isolados dos mercados de capitais globais e isso continuaria.”

Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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