EUA dizem estar contato com a Coreia do Sul para "monitorar a situação"

Presidente sul-coreano, Yoon Suk Yeol, declarou lei marcial no país nesta terça-feira (3)

Da CNN Brasil
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O governo Biden está em contato com o governo sul-coreano e monitorando a situação de perto, declarou um porta-voz da Casa Branca nesta terça-feira (3), após o presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, declarar lei marcial no país.

Philip Goldberg, embaixador dos EUA na Coreia do Sul, ressaltou que a representação diplomática e o Departamento de Estado americano "estão acompanhando de perto a recente declaração de lei marcial do Presidente Yoon".

Goldberg encorajou as pessoas a "monitorar fontes de notícias locais para atualizações conforme a situação progride" e a se inscreverem para receber alertas do Departamento de Estado.

Cerca de 28.500 soldados norte-americanos estão estacionados na Coreia do Sul. Um porta-voz do comando militar dos EUA não respondeu a várias ligações telefônicas.

Suk Yeol, decretou a implementação de lei marcial em um discurso sem prévio aviso transmitido ao vivo na televisão YTN, nesta terça-feira pela manhã.

Yoon disse que não tinha escolha a não ser adotar a medida, a fim de salvaguardar a ordem livre e constitucional, afirmando que os partidos da oposição tornaram o processo parlamentar refém para lançar o país em uma crise.

Também justificou a decisão como essencial para proteger as liberdades e a segurança do povo, garantir a sustentabilidade do país e passar uma nação estável para as gerações futuras.

“Declaro a lei marcial para proteger a livre República da Coreia da ameaça das forças comunistas norte-coreanas, para erradicar as desprezíveis forças anti-Estado norte-coreanas que estão saqueando a liberdade e a felicidade do nosso povo, e para proteger a ordem constitucional livre”, pontuou o presidente.

Ele citou uma moção desta semana do Partido Democrático, que tem a maioria no Parlamento, que tinha o objetivo de lançar um impeachment contra os principais promotores da Coreia do Sul. A legenda também rejeitou uma proposta de orçamento do governo.

Ainda assim, não disse quais medidas específicas seriam tomadas.

Yoon classificou as ações da oposição como “comportamento antiestatal claro com o objetivo de incitar a rebelião”. Ele ainda afirmou que esses atos “paralisaram os assuntos do estado e transformaram a Assembleia Nacional em um covil de criminosos”.

Entrada do Parlamento é bloqueada, relata imprensa

O presidente do Parlamento sul-coreano está indo para a Casa Legislativa e planeja convocar uma sessão, segundo a emissora local YTN TV.

A agência de notícias Yonhap relatou que a entrada do Parlamento está bloqueada e os legisladores não conseguem entrar.

Yoon acusou a oposição de transformar a nação em um “paraíso das drogas” e criar um estado de desordem prejudicial à segurança pública e ao sustento.

Ele também alegou que o Partido Democrata estava tentando derrubar o sistema democrático liberal, declarando: “A Assembleia Nacional se tornou um monstro que mina a democracia liberal, e a nação está em um estado precário, oscilando à beira do colapso”.

“Eliminaremos as forças antiestatais e restauraremos o país à normalidade o mais rápido possível”, declarou o presidente.

Embora tenha reconhecido que a lei marcial pode causar alguns inconvenientes, Yoon prometeu esforços para minimizar seu impacto no público.