EUA dizem que dois navios conseguiram atravessar o Estreito de Ormuz
Travessia de embarcações mercantes ocorre após Donald Trump prometer que Forças americanas guiariam barcos na via marítima

Dois navios mercantes com bandeira dos Estados Unidos conseguiram atravessar o Estreito de Ormuz, informou o Exército americano nesta segunda-feira (4).
"As forças americanas estão auxiliando ativamente os esforços para restabelecer o trânsito para a navegação comercial", afirmou o Comando Central dos EUA em uma publicação na rede social X. "Como primeiro passo, 2 navios mercantes de bandeira americana atravessaram com sucesso o Estreito de Ormuz e estão a caminho de sua jornada em segurança".
U.S. Navy guided-missile destroyers are currently operating in the Arabian Gulf after transiting the Strait of Hormuz in support of Project Freedom. American forces are actively assisting efforts to restore transit for commercial shipping. As a first step, 2 U.S.-flagged merchant… pic.twitter.com/SVDxDhK72I
— U.S. Central Command (@CENTCOM) May 4, 2026
A travessia bem-sucedida dos navios pelo estreito ocorre um dia depois do presidente Donald Trump prometer guiar embarcações pela hidrovia, onde o Irã tenta controlar o tráfego marítimo.
O Irã havia alertado as forças americanas nesta segunda-feira (4) para não entrarem na via navegável estratégica, depois que o presidente Donald Trump disse que os Estados Unidos "guiariam" os navios presos no Golfo devido à guerra entre EUA e Israel contra o Irã.
Trump deu poucos detalhes sobre o plano para auxiliar os navios e suas tripulações que estão confinados na importante hidrovia e com poucos suprimentos de alimentos e outros itens, mais de dois meses após o início do conflito.
"Dissemos a esses países que guiaremos seus navios com segurança para fora dessas vias navegáveis restritas, para que possam prosseguir com suas atividades livremente e sem problemas", declarou Trump em uma publicação na rede Truth Social no domingo (3).
Em resposta, o comando unificado do Irã ordenou que navios mercantes e petroleiros se abstivessem de qualquer movimento que não fosse coordenado com as forças armadas iranianas.
"Temos afirmado repetidamente que a segurança do Estreito de Ormuz está em nossas mãos e que a passagem segura de embarcações precisa ser coordenada com as forças armadas", disse Ali Abdollahi, chefe do comando unificado das forças armadas, em comunicado.
"Advertimos que quaisquer forças armadas estrangeiras, especialmente o agressivo Exército dos EUA, serão atacadas se tentarem se aproximar e entrar no Estreito de Ormuz."
Entenda a situação do Estreito de Ormuz
Desde o início da guerra, o Irã bloqueou praticamente toda a navegação de entrada e saída do Golfo, com exceção da sua própria, interrompendo cerca de um quinto das exportações mundiais de petróleo e gás e fazendo com que os preços do petróleo disparassem 50% ou mais.
O CENTCOM (Comando Central dos EUA), que por sua vez está bloqueando os portos iranianos para pressionar Teerã, afirmou que apoiará a operação de resgate com 15 mil militares e mais de 100 aeronaves baseadas em terra e no mar, além de navios de guerra e drones.
"Nosso apoio a esta missão defensiva é essencial para a segurança regional e para a economia global, enquanto também mantemos o bloqueio naval", declarou o Almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, em comunicado.



