EUA apreendem navio iraniano e transferem 22 tripulantes para o Paquistão

Ministério das Relações Exteriores paquistanês afirma que os membro da tripulação e a embarcação serão devolvidos ao Irã

Sophia Saifi e Laura Sharman, da CNN
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Tripulantes de um navio iraniano apreendido pelos Estados Unidos, após tentarem romper o bloqueio militar imposto no mês passado, foram transferidos para o Paquistão para repatriação, segundo o Ministério das Relações Exteriores paquistanês.

Pelo menos 22 tripulantes detidos a bordo do navio porta-contêineres M/V Touska foram levados para o Paquistão na noite de domingo (3) e serão entregues às autoridades iranianas nesta segunda-feira (4), informou o ministério em comunicado divulgado nesta segunda-feira.

“O navio iraniano também será rebocado de volta para as águas territoriais paquistanesas para ser devolvido aos seus proprietários originais após os reparos necessários”, informa o comunicado.

O Paquistão descreveu a medida como "uma ação para fortalecer a confiança" por parte dos EUA e afirmou que a repatriação está sendo coordenada com o apoio tanto de Washington quanto de Teerã.

Forças americanas abriram fogo e apreenderam o navio M/V Touska, de bandeira iraniana, em 19 de abril, depois que este tentou ultrapassar o bloqueio naval dos EUA e ignorou seis horas de avisos, segundo informou anteriormente o Comando Central dos EUA.

A embarcação pertencente à Companhia de Navegação da República Islâmica do Irã (IRISL) é alvo de sanções impostas pelos americanos.

O Irã condenou o ocorrido como "ilegal e uma violação" do direito internacional e exigiu a libertação imediata do navio, de seus marinheiros e de suas famílias.

Entenda a situação atual da guerra

A guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, que começou em fevereiro, foi suspensa há quatro semanas, após os países declararem um frágil cessar-fogo.

No entanto, Washington e Teerã têm se envolvido em confrontos navais e apreensões de navios comerciais um do outro desde então.

Negociações de paz foram realizadas no mês passado no Paquistão, que vem tentando chegar a um acordo, mas não culminaram em um pacto.

*Com informações da agência de notícias Reuters

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