EUA dizem que nenhum navio ultrapassou bloqueio no Estreito de Ormuz

Seis embarcações mercantes retornaram em 24 horas; operação envolve mais de 10 mil militares e dezenas de navios

Bhargav Acharya e Doina Chiacu, da Reuters
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O bloqueio dos Estados Unidos aos portos iranianos envolve mais de dez mil militares, mais de uma dezena de navios de guerra e dezenas de aeronaves, informou o CENTCOM (Comando Central dos EUA) nesta terça-feira (14).

"Durante as primeiras 24 horas, nenhum navio conseguiu ultrapassar o bloqueio dos EUA e seis navios mercantes cumpriram a ordem das forças americanas de retornar a um porto iraniano no Golfo de Omã", afirmou o comando em um comunicado divulgado um dia após o bloqueio anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, entrar em vigor.

"O bloqueio está sendo aplicado imparcialmente contra embarcações de todas as nações que entram ou saem de portos e áreas costeiras iranianas, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã. As forças americanas estão apoiando a liberdade de navegação para embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz de e para portos não iranianos", concluiu o comunicado.

O que está acontecendo no Estreito de Ormuz?

Desde o início da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, Teerã restringiu a passagem para quase todas as embarcações pelo Estreito de Ormuz, afirmando que a navegação só seria permitida sob controle iraniano e mediante o pagamento de uma taxa.

A via marítima é uma das mais importantes do mundo, por onde passa quase um quinto do petróleo e gás mundial.

Após a falha da tentativa de negociação, com o objetivo de pôr fim à guerra entre os EUA e o Irã, o presidente Donald Trump anunciou que as forças americanas bloqueariam a entrada e saída de navios de portos iranianos, incluindo o Estreito de Ormuz.

Teerã ameaçou atingir navios de guerra que atravessassem o estreito e retaliar contra os portos de seus vizinhos do Golfo, após o anúncio de bloqueio dos americanos.

Enquanto isso, o cessar-fogo de duas semanas segue em vigor na região do Oriente Médio, com a campanha de bombardeios EUA-Israel contra Teerã suspensa.