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    EUA dizem que Rússia adicionou 7.000 soldados à fronteira com a Ucrânia

    De acordo com o presidente Joe Biden, agora há mais de 150 mil militares russos cercando o território ucraniano

    Soldado ucraniano caminha em região de fronteira com a Rússia
    Soldado ucraniano caminha em região de fronteira com a Rússia Foto: Anadolu Agency via Getty Images

    Kevin Liptakda CNN

    Os Estados Unidos alegaram, nesta quarta-feira (16), que as forças russas concentradas ao longo das fronteiras da Ucrânia aumentaram em aproximadamente 7.000 soldados nos últimos dias. As informações contrastam diretamente com as alegações de Moscou de que estava recuando suas tropas.

    Um alto funcionário do governo dos EUA disse que o aumento torna a afirmação de retirada da Rússia “falsa”, e alertou que a abertura pública do presidente Vladimir Putin à diplomacia era apenas um disfarce.

    “Todas as indicações que temos agora é que eles pretendem apenas se oferecer publicamente para conversar e fazer reivindicações sobre o distensionamento, enquanto se mobilizam em particular para a guerra”, disse o funcionário.

    Os novos números significariam que a totalidade das forças russas na fronteira agora excede 150 mil. Os líderes ocidentais já haviam recebido as alegações de retirada da Rússia com ceticismo. Na última terça-feira (15), Biden disse durante um discurso na Sala Leste que uma retirada das tropas russas seria “boa”, mas que ele ainda não tinha visto nenhuma evidência de que tal recuo estivesse em andamento.

    “Nossos analistas indicam que eles permanecem em uma posição ameaçadora”, disse Biden. “Agora a Rússia tem mais de 150 mil soldados cercando a Ucrânia e a Belarus, e ao longo da fronteira ucraniana.”

    O alto funcionário alertou novamente que a Rússia poderia usar um pretexto falso para um ataque, incluindo alegações sobre a atividade da Otan no Leste Europeu ou uma incursão em território russo.

    “Devemos esperar mais relatos falsos da mídia estatal russa nos próximos dias”, disse o funcionário. “Não sabemos qual será o falso pretexto, mas esperamos que o mundo esteja pronto.”

    Autoridades americanas disseram que a janela está aberta para uma possível invasão, mas que o enigmático líder russo ainda precisará tomar a decisão final.

    Biden aproveitou os sinais de Moscou de que a Rússia está disposta a retomar as negociações, dizendo que havia “muito espaço para a diplomacia”. Mas o oficial ameriano desconsiderou amplamente essas perspectivas.

    “Continuaremos a buscar a diplomacia nos próximos dias, enquanto estamos preparados para responder rápida e decisivamente”, disse o oficial. “A Rússia continua dizendo que quer buscar uma solução diplomática; suas ações indicam o contrário. Esperamos que eles mudem de rumo antes de iniciar uma guerra que trará morte e destruição catastróficas.”

    Na terça-feira, Putin afirmou que a Rússia estava enviando algumas tropas de volta à base depois de concluir os exercícios na Crimeia, território ucraniano anexado em 2014. No entanto, líderes dos EUA e da Europa duvidaram da afirmação.

    O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, disse que a aliança ainda não viu “nenhum sinal de desescalada no terreno”, mas acrescentou que “sinais de Moscou de que a diplomacia deve continuar” são motivos para um otimismo cauteloso.

    O ministro das Relações Exteriores ucraniano, Dmytro Kuleba, disse em entrevista coletiva em Kiev que estava cumprindo uma regra quando se trata de alegações russas: “Não ouça e depois acredite, mas veja e depois acredite”.

    Já o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse em uma entrevista nesta quarta-feira (16) que há “uma diferença entre o que a Rússia diz e o que faz”.

    “O que estamos vendo não é um retrocesso significativo”, disse Blinken à ABC News.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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