EUA estão sendo mais flexíveis em demandas no acordo com Irã, diz professor

Segundo Vitelio Brustolin, ao WW, os americanos estão adotando postura mais conciliadora nas tratativas, propondo termos que se assemelham a gestão Obama

Da CNN Brasil
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O pesquisador de Harvard e professor da UFF, Vitelio Brustolin, avalia que os Estados Unidos estão adotando uma postura mais flexível nas negociações com o Irã sobre o programa nuclear iraniano. Em entrevista ao WW, ele comentou o otimismo do presidente americano Donald Trump quanto às tratativas entre os dois países.

Segundo Brustolin, "ao que tudo indica, os Estados Unidos estão sendo mais flexíveis nas suas demandas". O pesquisador explicou que Trump, em seu primeiro mandato, abandonou o acordo nuclear firmado pelo governo Obama em 2015, criticando-o por não incluir limitações ao programa de mísseis iranianos e por não impedir o financiamento iraniano a grupos como Hezbollah, Hamas, Houthis e Jihad Islâmica.

Propostas atuais se assemelham ao acordo anterior

Brustolin destacou que a atual proposta americana é que o Irã deixe de enriquecer urânio por 20 anos, termos muito semelhantes ao acordo estabelecido durante o governo Obama. "O Irã quer não enriquecer o urânio, propõe não enriquecer o urânio por 3 a 5 anos", afirmou o pesquisador, evidenciando o distanciamento entre as propostas dos dois países.

O especialista questionou a estratégia americana de abandonar o acordo anterior, que incluía fiscalização da Agência Internacional de Energia Atômica. Ele observou que, antes da saída dos EUA do acordo, o Irã não possuía estoque de urânio enriquecido a 60%, enquanto agora dispõe de 440 quilos desse material. "A impressão que dá é que realmente Trump está cedendo", concluiu Brustolin, referindo-se à similaridade entre a proposta atual dos EUA e os termos estabelecidos durante o governo anterior.

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