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    EUA não esperam aumento imediato de produção de petróleo pela Arábia Saudita

    Reino já indicou repetidamente que não agiria unilateralmente; país prefere administrar o mercado por meio da Opep+

    Tanques da Saudi Aramco, produtora de petróleo, na Arábia Saudita
    Tanques da Saudi Aramco, produtora de petróleo, na Arábia Saudita 12/10/2019 REUTERS/Maxim Shemetov

    Aziz El YaakoubiJarrett Renshawda ReutersMaha El Dahanda CNN

    em Jeddah

    Os Estados Unidos não esperam que a Arábia Saudita impulsione imediatamente a produção de petróleo e estão de olho no resultado da próxima reunião da Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), em 3 de agosto, disse o conselheiro de segurança nacional dos EUA nesta sexta-feira (15).

    A declaração diminui as expectativas sobre a visita do presidente dos EUA, Joe Biden, ao reino.

    Ele deve desembarcar nesta sexta-feira em Jeddah, em uma viagem projetada para redefinir o relacionamento dos Estados Unidos com o paós e para tratar de assuntos como o fornecimento de energia, direitos humanos e cooperação em segurança.

    “Não acho que você deva esperar um anúncio específico aqui bilateralmente, porque acreditamos que qualquer ação adicional tomada para garantir que haja energia suficiente para proteger a saúde da economia global será feita no contexto da Opep+”, disse Jake Sullivan.

    Ainda assim, os EUA podem garantir um compromisso de que a Opep aumentará a produção nos próximos meses, na esperança de fornecer um sinal ao mercado de que os suprimentos, se necessários, estão chegando.

    A Arábia Saudita, ao lado dos Emirados Árabes Unidos, detém a maior parte da capacidade ociosa dentro do grupo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e outros exportadores (Opep+), que inclui a Rússia.

    Espera-se que Biden tenha reuniões diretas com chefes de Estado sauditas e dos Emirados Árabes Unidos durante sua viagem.

    O reino, no entanto, já indicou repetidamente que não agiria unilateralmente.

    Os preços do petróleo Brent estão sendo negociados a pouco menos de 100 dólares o barril, após terem atingido em março a maior alta em 14 anos, de 139,13 dólares.

    Os investidores estão avaliando os novos lockdowns contra a Covid-19 na China, principal importador, e os temores de recessão.

    “A Arábia Saudita prefere administrar o mercado por meio da Opep+, não por meio de movimentos unilaterais”, escreveu Ben Cahill, membro sênior do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, em uma nota recente de analistas.

    “O ministro da Energia da Arábia Saudita, Abdulaziz bin Salman, enfatizou consistentemente a importância da coesão da Opep+, incluindo um papel central para a Rússia”, disse Cahill.

    Anwar Gargash, conselheiro diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Mohammed bin Zayed, também disse nesta sexta-feira que seu país queria um mercado de petróleo mais estável e que cumpriria as decisões da Opep+.

    “Os Emirados Árabes Unidos são muito a favor de apoiar e seguir as discussões dos EUA com a Arábia Saudita sobre petróleo porque fazemos parte do maior grupo da Opep, a Opep+, então gostaríamos muito de ver mais estabilidade no mercado e capacidade de produzir mais. Vamos acompanhar o grupo aonde ele for”, disse Gargash.