EUA "não tem planos" de atacar indústria petrolífera do Irã, diz secretário
Secretário de energia americano ainda afirmou que o país não está mirando em nenhuma outra infraestrutura energética e as ofensivas são de Israel

Os Estados Unidos não planeja atacar a indústria petrolífera do Irã ou outras instalações de infraestrutura energética, afirmou o secretário de Energia, Chris Wright, para Jake Tapper, da CNN Internacional, durante entrevista no programa “State of the Union”. Porém, o secretário acrescentou que Israel não demonstrou o mesmo.
“Não há planos para atacar a indústria petrolífera, a indústria de gás natural ou qualquer coisa relacionada ao setor energético do Irã”, disse Wright. “Esses são ataques israelenses. São depósitos de combustível locais para abastecer os tanques de gasolina neste bairro de Teerã. Os EUA não estão mirando em nenhuma infraestrutura energética.”
Wright reconheceu os "impactos na qualidade do ar" dos ataques israelenses aos depósitos de petróleo do Irã, que, segundo relatos de iranianos à CNN Internacional, são "sufocantes". Mas, ele também afirmou que "alguns dias de piora na qualidade do ar em Teerã" não são nada comparados ao sofrimento do povo iraniano sob o regime.
Preços da gasolina
Wright também tentou elogiar o sucesso do governo Trump, em reduzir os custos de energia para os americanos, apesar de que os preços da gasolina e do diesel dispararam durante o conflito.
Segundo a CNN internacional, os preços do diesel estão subindo mais do que os da gasolina neste momento, o que, anteriormente, a oferta deste último era menor.
“Observamos uma queda drástica nos preços da gasolina e do diesel. Presume-se que veremos o mesmo acontecendo nos preços da eletricidade”, disse Wright, referindo-se aos esforços da administração anterior.
“A gasolina hoje ainda está US$ 1,50 mais barata por galão do que estava em meados do governo Biden, mas, você tem razão, queremos que volte a ficar abaixo de US$ 3 por galão e isso acontecerá em breve.”
Questionado por Tapper sobre o que significava "muito tempo", Wright respondeu que eram semanas, não meses.



