EUA pausam processamento de vistos de imigrante do Brasil e mais 74 países
Medida abrange vistos de imigrante, como os de trabalho; ela não se aplica a vistos como os de estudante e de turista
Os Estados Unidos suspenderam por tempo indeterminado o processamento de "vistos de imigrante" para cidadãos de 75 países, incluindo o Brasil.
A medida abrange vistos de imigrante, como os de trabalho nos EUA. Ela não se aplica a vistos de não imigrante, como vistos de estudante e de turista, e, portanto, não se aplicaria a quem deseja viajar para a Copa do Mundo nos EUA, por exemplo
A suspensão entrará em vigor em 21 de janeiro, segundo um funcionário do governo americano.
A pausa também se aplica a países como Colômbia, Egito, Haiti, Somália e Rússia. A Fox News foi a primeira a relatar o caso.
A suspensão ocorre após o Departamento de Estado ter ordenado, no ano passado, maior rigor na análise de vistos sob a cláusula de "encargo público" da lei de imigração.
O objetivo era identificar pessoas que o governo Trump considera um ônus para os recursos públicos -- ou seja, podem gerar custos ao governo federal.
"O Departamento de Estado usará sua autoridade de longa data para considerar inelegíveis potenciais imigrantes que se tornariam um encargo público para os Estados Unidos e explorariam a generosidade do povo americano", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, em um comunicado nesta quarta-feira (14).
“O processamento de vistos de imigrante desses 75 países será suspenso enquanto o Departamento de Estado reavalia os procedimentos de imigração para impedir a entrada de estrangeiros que se beneficiariam de programas de assistência social e benefícios públicos”, disse ele.
Vários dos países afetados pela suspensão do processamento de vistos já estavam incluídos na lista ampliada de restrições de viagem do governo.
Fontes do governo brasileiro disseram ao âncora da CNN Brasil Gustavo Uribe que foram pegas de surpresa com a medida, e o governo Lula defende cautela e aguarda a formalização da decisão.
Uma fonte do governo americano afirmou à correspondente da CNN Brasil em Nova York, Priscila Yazbek, que não há detalhamento sobre a medida e o governo brasileiro não foi comunicado.
A decisão ocorre em meio à ampla repressão à imigração promovida por Trump desde que voltou à Presidência em janeiro do ano passado.


