EUA planejam aceitar 17,5 mil refugiados sul-africanos brancos

Proposta do governo Trump para 2027 prioriza grupo étnico africâneres e deve custar cerca de 500 milhões de dólares aos cofres americanos

Priscilla Alvarez, da CNN em Espanhol
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O governo Trump informou ao Congresso que pretende aceitar 17.500 refugiados — principalmente sul-africanos brancos — no ano fiscal de 2027, segundo um relatório apresentado na terça-feira (22) e obtido pela CNN.

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump declarou anteriormente que quase todos os refugiados admitidos no país seriam sul-africanos brancos, transformando radicalmente um programa de longa data que, em grande medida, atendia pessoas que fugiam de guerras, perseguições ou outros perigos.

Defensores dos refugiados sustentam que o foco da administração em um único grupo deixou de fora populações vulneráveis ​​de todo o mundo.

As autoridades sul-africanas negaram categoricamente as alegações sobre um genocídio de brancos.

Em seu relatório ao Congresso, o Departamento de Estado indicou que as admissões corresponderão “principalmente a africâneres da África do Sul”, argumentando que esse grupo enfrenta discriminação em seu país de origem.

“Os Estados Unidos preveem que os africâneres da África do Sul se assimilarão plenamente ao país de uma maneira que preserve os recursos dos contribuintes para os cidadãos americanos, e não esperam que outros países reassentem africâneres”, aponta o relatório.

Estima-se que o reassentamento dentro do limite proposto custará aproximadamente US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,5 bilhões), segundo o documento.

No início deste ano, o governo elevou para 17.500 o limite de refugiados para sul-africanos — em comparação com o limite geral de 7.500 para todos os refugiados — e informou o Congresso sobre a mudança por meio de uma determinação de emergência.

A CNN havia informado anteriormente que este programa de refugiados — em grande parte paralisado para o restante do mundo — provocou disputas diplomáticas, gerou uma corrida contra o tempo para abrir um centro de processamento na África do Sul, deu origem a solicitações muito incomuns por parte dos candidatos e registrou altas taxas de rejeição, em parte devido aos antecedentes criminais de alguns requerentes, segundo mais de uma dúzia de pessoas familiarizadas com o programa.

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