EUA prometem frustrar ataques do Irã contra empresas americanas

Microsoft, Google, Apple, Intel, IBM, Meta, Tesla e Boeing estão entre as companhias que podem ser atingidas na região

Da Reuters
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A Casa Branca afirmou na terça-feira (31) que o Exército dos EUA está preparado para frustrar quaisquer ataques do Irã, em resposta às ameaças da IRGC, a Guarda Revolucionária do Irã, contra empresas americanas na região.

“O Exército dos Estados Unidos está e esteve preparado para conter quaisquer ataques do Irã, como evidenciado pela queda de 90% nos ataques com mísseis balísticos e drones pelo regime terrorista”, disse um funcionário da Casa Branca, que não quis ser identificado.

O IRGC afirmou, mais cedo na terça-feira, que iria mirar empresas americanas na região a partir de 1º de abril, em retaliação aos ataques contra o Irã, informou a mídia estatal.

Ameaça a pelo menos 18 empresas de tecnologia

Na manhã desta terça, a IRGC disse que vai atacar em empresas dos Estados Unidos na região em retaliação a ataques contra o país. São, pelo menos, 18 empresas listadas, incluindo Microsoft, Google, Apple, Intel, IBM, Meta, Tesla e Boeing.

"Essas empresas devem esperar a destruição de suas respectivas unidades em troca de cada ato terrorista no Irã, a partir das 20h, horário de Teerã, na quarta-feira, 1º de abril", disse a declaração da Guarda Revolucionária do Irã.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.

Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.

Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.

Mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.

O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.

Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.

Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, a classificando como um "grande erro". Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria "inaceitável" para a liderança do Irã.