EUA quebram novamente registro médio diário de casos de Covid-19

Enquanto os estados do país continuam atingindo recordes de casos e hospitalizações, especialistas afirmam que o pico ainda deve durar mais algumas semanas

Com aumento de casos devido à Ômicron, filas para testes da Covid-19 em Fort Lauderdale, na Flórida, nos EUA
Com aumento de casos devido à Ômicron, filas para testes da Covid-19 em Fort Lauderdale, na Flórida, nos EUA Mike Stocker/Sun Sentinel/Tribune News Service via Getty Images

Christina Maxourisda CNN

Ouvir notícia

Um dia após relatar o maior número médio diário de casos de Covid-19, os EUA quebraram o recorde novamente na quinta-feira (30). Desta vez, foi registrado uma média de 355.990 infecções na semana passada, de acordo com a Universidade Johns Hopkins.

À medida a doença atinge o país, levando casos e hospitalizações a níveis sem precedentes, os especialistas alertam que a retomada da estabilidade pode demorar mais algumas semanas.

“Dado o tamanho de nosso país e a diversidade de pessoas a favor e contra a vacinação, provavelmente levará mais de algumas semanas até o pico de casos Covid-19 passar, possivelmente no final de janeiro”, disse o Dr. Anthony Fauci, o maior especialista em doenças infecciosas dos EUA, à CNBC.

Aproximadamente 62% norte-americanos estão totalmente vacinados, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Entre eles, cerca de 33% dos adultos receberam doses de reforço, que os especialistas dizem que são essenciais para proteger contra doenças graves das variantes.

A variante Ômicron está se espalhando rapidamente pelo mundo, com vários países europeus relatando o maior número de casos de todos os tempos. Nos EUA, os estados estão tendo os maiores números de casos e hospitalizações de todos os tempos. Alguns governadores estão chamando a Guarda Nacional.

Nova York registrou mais de 74.000 novos casos na quinta-feira, disse o gabinete do governador. Foi o recorde de infecções em um único dia no estado, enquanto as hospitalizações aumentaram quase 20% desde segunda-feira.

Arkansas também estabeleceu um recorde de casos, já que mais de 4.970 residentes testaram positivo em 24 horas, segundo o governador Asa Hutchinson. Outro que quebrou recordes foi Maryland, com mais de 10.870 novos casos na quarta-feira,

O governador de Ohio, Mike DeWine, está implementando reforço de 1.250 soldados da Guarda Nacional. A Geórgia também deslocou 200 soldados na mesma semana em que seis grandes sistemas de saúde registraram aumentos de 100% a 200% nas hospitalizações, afirmou o governador Brian Kemp.

Nova York está dobrando seu destacamento da Guarda Nacional para 100, além de preparar 80 soldados para passarem por treinamento médico de emergência no próximo mês, disse Hochul.

“Sabemos que nas próximas cinco a seis semanas continuaremos a ver a transmissão deste vírus por todo o país, como uma nevasca viral”, disse Michael Osterholm, diretor do Centro de Pesquisa de Doenças Infecciosas da Universidade de Minnesota e Política. “Com isso, veremos uma tempestade em nossos centros de saúde”, acrescentou.

Além disso, casos em crianças também são recordes nos EUA. Com a disseminação do vírus no país, menores de idade adoecem e são cada vez mais hospitalizados.

Uma média de 378 crianças foram admitidas em hospitais em qualquer dia da semana encerrada em 28 de dezembro, de acordo com o CDC e o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos.

É um salto de 66% em relação à semana anterior e um novo recorde, superando o estabelecido no final de agosto e início de setembro deste ano, quando uma média de 342 crianças foram admitidas em hospitais.

A imensa maioria das crianças internadas em hospitais não foram vacinadas, disse o Dr. Lee Savio Beers, presidente da Academia Americana de Pediatria.

“Onde eu trabalho aqui em DC, no Children’s National, cerca de metade das nossas hospitalizações são de crianças com menos de 5 anos”, afirmou Beers.

Mais Recentes da CNN