EUA querem retomar fuzilamento e eletrocussão em penas de morte

Departamento de Justiça demonstrou alternativas de execução em caso de falta de drogas para injeção letal

Holmes Lybrand, da CNN
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O governo dos EUA deve adicionar o fuzilamento, a eletrocução e a asfixia por gás como métodos de execução para pessoas condenadas por crimes mais graves, afirmou o Departamento de Justiça americano nesta sexta-feira (24), em um relatório que apontou dificuldades na obtenção de drogas para injeções letais.

O documento cumpriu a promessa do presidente Donald Trump de retomar a pena de morte em seu segundo mandato. Em seu primeiro mandato, que terminou em 2021, ele a retomou após um hiato de 20 anos, executando 13 prisioneiros federais com injeções letais em seus últimos meses no cargo.

O procurador-geral interino Todd Blanche, que divulgou o relatório, autorizou a busca por sentenças de morte contra nove pessoas depois que Trump revogou uma moratória sobre execuções federais imposta por seu antecessor, o ex-presidente Joe Biden, informou o departamento.

Sob a gestão Biden, o Departamento de Justiça reverteu grande parte das medidas do primeiro governo Trump relacionado à expansão da pena de morte em casos federais, que o Departamento de Justiça vem desfazendo.

“O governo anterior falhou em seu dever de proteger o povo americano ao se recusar a buscar e executar a pena capital contra os criminosos mais perigosos, incluindo terroristas, assassinos de crianças e assassinos de policiais”, disse Blanche no comunicado.

“Sob a liderança do Presidente Trump, o Departamento de Justiça está novamente aplicando a lei e apoiando as vítimas”, acrescentou.

“Entre as ações tomadas estão a readopção do protocolo de injeção letal utilizado durante o primeiro governo Trump”, disse o Departamento de Justiça, “a expansão do protocolo para incluir outras formas de execução, como o fuzilamento, e a simplificação dos processos internos para agilizar os casos de pena de morte”.

Cinco estados permitem a execução por fuzilamento para aqueles condenados à pena de morte que esgotaram o processo de apelação.

A Carolina do Sul executou um assassino condenado por fuzilamento em 7 de março de 2025, o primeiro uso do método nos Estados Unidos em 15 anos.

Brad Sigmon, de 67 anos, escolheu ser executado por um pelotão de fuzilamento, alegando temer que as alternativas da cadeira elétrica ou da injeção letal lhe proporcionassem uma morte mais lenta e torturante. Sigmon foi declarado morto às 18h08 (horário do leste dos EUA), segundo Chrysti Shain, porta-voz do Departamento de Correções da Carolina do Sul.

Sigmon foi condenado por espancar até a morte os pais de sua ex-namorada, William e Gladys Larke, com um taco de beisebol em sua casa na cidade de Taylors, em 2001. Os executores o amarraram a uma cadeira em uma bacia de aço com um capuz sobre a cabeça e um alvo sobre o coração na câmara de execução do Departamento de Correções da Carolina do Sul, em Columbia. Três executores dispararam munição real a uma distância de 4,5 metros. Três testemunhas da execução disseram, em uma coletiva de imprensa posterior, que Sigmon vestia um macacão preto e tinha um alvo preso ao peito. Não houve aviso prévio quando os três executores atiraram em Sigmon, disparos que ocorreram simultaneamente.

Testemunhas estremeceram com os tiros, mas houve pouca reação além disso, segundo relatos da imprensa. Após ser baleado, Sigmon pareceu respirar fundo duas vezes e uma mancha de sangue apareceu em seu peito. Ele foi declarado morto cerca de três minutos após os disparos, de acordo com as testemunhas da imprensa.

(Com informações da Reuters)

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