EUA removem classificação terrorista do HTS, grupo que governa a Síria
Trump assinou uma ordem executiva encerrando o programa de sanções vigente, uma medida que visa acabar com o isolamento do país do sistema financeiro internacional

O governo americano revogou, nesta segunda-feira (7), a designação de organização terrorista estrangeira para o grupo Hay'at Tahrir al-Sham (HTS).
Washington se move para remover as sanções dos Estados Unidos à Síria para ajudar o país a se reconstruir após anos de guerra civil.
Em dezembro, rebeldes islâmicos liderados pelo HTS depuseram o ex-presidente sírio Bashar al-Assad em uma ofensiva-relâmpago. O então líder do grupo HTS, Ahmed al-Sharaa, tornou-se presidente da Síria e declarou que queria construir uma Síria inclusiva e democrática.
Anteriormente, o grupo era conhecido como um braço sírio da Al-Qaeda sob o nome de "Frente al-Nusra", mas rompeu os laços com a organização em 2016.
Em maio, Sharaa se encontrou com Trump em Riad. Em uma grande mudança política, o presidente republicano anunciou inesperadamente que suspenderia as sanções dos EUA à Síria.
"Esta revogação é um passo importante para concretizar a visão do presidente Trump de uma Síria estável, unificada e pacífica", disse o secretário de Estado Marco Rubio em um comunicado, acrescentando que a revogação entrará em vigor na terça-feira (8).
Alívio das sanções contra a Síria
Na semana passada, Trump assinou uma ordem executiva encerrando o programa de sanções dos EUA à Síria, uma medida que visa acabar com o isolamento do país do sistema financeiro internacional.
O Ministério das Relações Exteriores da Síria disse à Reuters que a suspensão das sanções ao HTS foi um "passo positivo para corrigir um curso que anteriormente dificultava o engajamento construtivo".
A declaração escrita disse que a Síria esperava que a medida "contribuísse para a remoção das restrições restantes que continuam a impactar as instituições e autoridades sírias, e abrisse as portas para uma abordagem racional e soberana para a cooperação internacional".
O ministério também afirmou que Sharaa planejava participar da próxima Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro.
O Conselho de Segurança da ONU ainda mantém sanções contra o HTS e o próprio Sharaa.


